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A Copa que Zico ajudou a ganhar

Na década de 80 um garotinho torcedor da Udinese ganhou um ídolo. Morava perto do clube e ia assistir ao treino todos os dias. Olhava tudo que seu ídolo fazia e repetia em casa até acertar.

Cobrava faltas até derrubar a camiseta pendurada no angulo, como seu ídolo.  Andava igual, tocava a bola parecido e estava sempre de cabeça erguida em campo.  Resolveu seguir carreira motivado pelo seu novo herói.

Foi treinando até se tornar jogador. Apaixonado pelo futebol brasileiro, Roberto cresceu e talvez tenha sido um dos italianos que mais tenha se aproximado do toque de bola que temos aqui. Sua influencia vinha em quase 100% de um tal de Zico, que jogou no seu time quando era pequeno.

Roberto foi se tornando profissional e brilhando cada vez mais. Chegou a seleção, disputou uma Copa em seu auge. Levou o time até a decisão quase sozinho, destoando da maioria com sua brilhante capacidade técnica de resolver jogos dificeis. Nunca fugiu de ser o craque, pelo contrário, chamou e resolveu quando precisou.

As coincidencias com o ídolo não param por ai.

Baggio tinha em sua mente a imagem do seu heroi perdendo um penalti e eliminar seu país da Copa. E penalti era uma das especialidades de Zico, como também sempre foi de Roberto.

Em 1994, na final contra o Brasil de Zico, Baggio teve sua experiencia mais próxima do ídolo: A culpa de ser “o cara”.  E “o cara” não pode errar, mas é aquele que sempre erra, porque o futebol quer assim.

Como seu ídolo, perdeu um pênalti e tirou seu país da Copa. Ali, todos esqueceram que ele levou seu time até ali e só o rótulo de ter “perdido”  ficou na história. Baggio, naquele dia, sentiu o que era ser Zico.

E assim, com essa história que poucos conhecem, dá pra dizer que o Zico ajudou o Brasil a ganhar uma Copa. Coisa que a vida quis que ele não conseguisse em campo, e que tenho fé de ver acontecer como técnico. Afinal, se existe alguém que merece ganhar uma Copa do Mundo e não ganhou, se chama Arthur Antunes Coimbra Júnior.

O segundo, talvez, seja um tal de Roberto…

abs,
RicaPerrone