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Que Zico os perdoe

Estes da foto acima protagonizaram um dos momentos mais patéticos da história do Flamengo.  Vestindo a camisa 10 e usando uma tarja de capitão que nem no sonho poderia ser dele, o tal Ronaldinho mais uma vez se fez de bobo para ser “malandrão”.

Quando negociando, ele some. Aparece o empresário e joga por ele. Quando assinando pré-contrato com o PSG, diz que ficaria por amor, mas já foi.

Quando chegando ao Flamengo, diz que “Flamengo é Flamengo”, e é. Porque se não fosse, meu caro, você estaria na rua.

Não porque não saiba jogar, por faltar em treinos, nada disso. Mas pela pior coisa que um ser humano pode fazer que é ser traíra.

Luxemburgo não é santo, longe disso. Mas, repito e insisto que, enquanto for bla bla bla, especulação de “falta de ética”, etc, eu não me meto. Não opino sobre denúncias, mas sim sobre fatos.

Fato é que ele é um baita treinador de futebol. E quem discordar disso tem algum problema com os fatos.  Decadente? Talvez.  Ou talvez um momento onde o futebol brasileiro faça com que Joel, Roths e Muricys se tornem grandes campeões e faça dos técnicos que ainda acreditam no jogo fracassados. Talvez.

Eu poderia criticar e também ponderar por horas e horas os últimos trabalhos do Luxa, que inclui o único momento lúcido do Palmeiras na última década e também o Flamengo sem defesa que perdeu 8 jogos em 1 ano, sendo a maior parte deles, misteriosamente, quando algumas peças pararam de render.

Seu camisa 10 fez acordo com a presidenta. Pediu pra derrubar treinador e ela, covarde, entrou na dança do novo dono do Flamengo.

Se disse surpresa, numa das entrevistas mais vergonhosas que eu já vi na vida. Aliás, uma sequencia.

Gosto da Patrícia, sempre me atendeu muito bem, me parece uma boa pessoa.  Mas não se fala em ética e contrata um novo técnico empregado na véspera de uma decisão. Não se fala em “preciso saber o que posso gastar” ao perder Thiago Neves por 18 e correr pra comprar Love por 22, horas depois.

Não se fala em projeto, profissionalismo e comando aceitando “sugestões” do capitão fanfarrão que mais arma baladas do que reuniões de grupo.

Não, Patricia.  Errou de novo.

Na primeira, achei que era “comando”. Caiu o futebol todo porque Adriano e Love, de fato, estavam mandando no clube. Aí sai o Adriano e as juras de que “aqui, não!”.

De acordo com o técnico e o perfil do novo Flamengo, jogador fanfarrão não entra. Dez! Apoiei, acreditei, achei que era sério.

Até ver que o mais fanfarrão deles, o mais covarde e pipoqueiro de todos, hoje dono da camisa que jamais teria o direito moral de sequer comprar na loja, manda no clube que sequer o paga direito.

Ronaldinho é a cara do Flamengo. Ele brinca quando quer, promete o que não cumpre, manda alguém falar por ele, faz lambanças em momentos dificeis mas sabe que, ao fazer 2 golzinhos, 30 milhões de apaixonados o perdoam.

Que o perdoem. É a rotina nojenta do futebol. Aplaudir quem joga quando quer pensando em seu bem estar, não no clube e menos ainda na torcida.

Que todos os perdoem. Inclusive Zico, por ver sua sagrada e honrada camisa jogada a quem não merece usar.

Domingo, aplaudam-no!  Ele vai dar um olé no zagueiro e te fazer acreditar que é pelo “Mengão”.

Na quarta, daqui 3 meses, não estranhe quando ele cansar do Joel, do diretor ou seja lá de quem for e tirar o pézinho pra derruba-los.

E sabe o que é pior? É capaz dessa merda toda dar certo. Só porque é Flamengo, e lá, sabemos, nada faz sentido.

abs,
RicaPerrone