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Qual o problema?

As imagens de Dunga discutindo com o banco de reservas da Argentina em mais uma vitória sobre os nossos rivais tem duas interpretações e partem de dois tipos de pessoas.

Algumas acham que um campo de futebol é como um saguão de aeroporto e que uma discussão entre rivais é assustador. Outros já sairam do condominio ao menos uma vez na vida.

Dunga é um cara que briga por nós. Que veste a camisa e que se defende tão bem em campo quanto fora. Sempre esperando uma pancada, até porque a vida só lhe deu porrada até hoje.

Não quero o Dunga pra casar com a minha filha, nem pra dar aula pro meu filho. Quero o cara pra mandar na minha seleção e pra isso é preciso mais do que um terno, um bom papinho com imprensa no pós jogo e um vocabulário perfeito.

Eu não sei do que os argentinos o chamaram, mas pelo histórico foi de “macaco” pra baixo. E qualé o problema no Dunga reagir a isso?

É de outro Parreira que estamos atrás? De um time de mortos que aceita os 7×1 sem saber o que fazer ou você também pensou, em julho deste ano, que faltou alguém cair, dar um pontapé ou fazer algo pra evitar aquilo?

Brasil x Argentina é a maior rivalidade entre seleções do planeta. Não há santo, não há “por favor”, nem ninguém pedindo “licença”. As discussões acontecem o tempo todo e insinuar que o carinha do banco adversário é “cheirador igual o Maradona” é uma das mais simples delas.

“Ah mas um comandante não deve agir dessa forma”.

Não fode. Dunga comanda um time de futebol e não uma orquestra sinfonica. Sensacionalismo barato pra tentar, de novo, fazer de desafeto pessoal uma perseguição ao treinador que JAMAIS fez um trabalho ruim frente a seleção e já começa esse calando a boca de quem foi dormir na sexta-feira profetizando a goleada argentina.

Que obviamente, de novo, passou longe de acontecer.

Dunga tem o “defeito” de ser humano e cometer erros, perder a paciencia, reagir a provocações e ofensas.  Outros se fazem de robôs, cagando regras de como o mundo deveria ser sem ter experimentado conhece-lo como de fato é.

abs,
RicaPerrone

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