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Puro Palmeiras

Não há mais Mustafá, Tirone, conselho, organizada ou treinador. O cagueta não é, hoje, mais importante que o clube, mesmo que siga caguetando tudo que possa ao meu xará. A insuportável torcida do Verdão, hoje, não quer se defender de ninguém. E o time, que pra muitos está “quase lá”, hoje, lembrou porque ainda merece a fé dos seus.

Palmeiras é um clube insuportável de lidar. Quando falamos dele, falamos de bastidores ou fofoquinhas extra-campo que servem, apenas, para tentar explicar os seguidos fracassos em campo.

Trocam os nomes, o elenco, a direção, nada muda.

Alguns acham que a mudança é pisar no fundo do poço. Já pisou, voltou, não mudou.

Raramente falo do Palmeiras, não tenho paciência.  Sua torcida anda insuportável, agressiva, recolhida numa capsula onde vivem um universo paralelo de defesa.

Acostumados ao topo, não sabem lidar com a situação. Então, agridem, buscam culpados em todos os lados e ficam entre defender a história e protestar contra o presente, sem expor o nome “Palmeiras”.

Difícil, quase impossível. Então, agridem, se irritam, procuram teorias da conspiração, culpa na tv, no juiz, onde for. Alguns, quando derrotados, baixam a cabeça e se afundam ainda mais.

Outros, arrogantes, não assumem a decadência e atrasam sua volta por cima.

Palmeirenses brigam tanto para não permitir a diminuição do clube que se tornam chatos. Nem arrogantes, nem depressivos. Apenas vivendo um surto de proteção a “qualquer custo”  que não tem linha, direção, padrão, sequer alguma razão. Só paixão.

Paixão que conduziu o Palmeiras a situação que se encontra. E que pode tirá-lo dali.

Hoje, quando entrou em campo, não vi presidentes, diretores, culpados e vilões. Vi Palmeiras, de verde, confiante, grande, cercado de história e fé. Mais nada.

Por algumas horas não havia um problema político mais relevante do que o clube. Não era importante saber se a oposição faria ou não manifesto contra a situação, menos ainda se a organizada ameaçaria alguém ou se faria algum muro de palavrões no fim da noite.

O foco, como raramente conseguiu ser nos últimos anos, era só o Palmeiras.

E assim, puro, livre de seus carrapatos e rodeado de paixão, fez o que faz o poderoso Palmeiras, não o mediocre clube que sustenta vaidades pessoais acima de suas cores.

As vezes um clube não precisa ser ajudado para se reerguer. Não ser atrapalhado basta.

Existe uma grande história que envolve Palmeiras, sua torcida e sua paixão.  Quando não há um engravatado ou uma intenção menor tentando sobrepor o clube, como hoje a tarde, o tal Palmeiras aparece.

Hoje pelo desespero, é verdade. Mas mesmo que não dê, que seja uma ameaça vazia de evitar o que parecia inevitável, valeu.

Valeu por rever o Palmeiras acima de tudo, de todos, puro, verde e vencedor.

Aquele Palmeiras que coloca medo nos outros, não nos palmeirenses.

Lembra?

abs,
RicaPerrone