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Prático, repetitivo e competitivo

O Fogão 2010 não encanta, nem dá pra encantar. Não tem craques, não tem um elenco fora de série, nem sequer um jogador entre os titulares que destoe da realidade. Mas, sabendo de sua limitação, achou uma forma prática e conquistar pontos.

Joel Santana, que fez o mesmo no Flamengo 2007, parece ter enfiado na cabeça dos caras: “Não temos time pra jogar um bolão e nem pra ir pra cima de alguns outros grandes. Então, jogamos dentro do que podemos”. E o time não inventa, pelo contrário, inventa até pouco. Devia ousar mais.

Ontem contra o Santa Cruz o Botafogo repetiu a jogada do primeiro ao último minuto de jogo, como aliás, tem feito muitas vezes.

Nem acho tão necessário assim essa forma de jogar. Acho que o Botafogo tem sim que atuar de forma menos ousada que os demais por ter um time mais limitado, porém, não precisa exagerar na dose.

É uma filosofia de jogo que nunca concordei em caso de time grande. Mas, que funciona.

Eles se fecham, tem uma saída de bola fraca da defesa pro ataque, então lançam o Loco Abreu. Ele ganha a bola de cabeça, ela fica com o Herrera ou o Lúcio, que imeditamente abre numa ala para cruzar enquanto os 2 se posicionam na área pra fazer.

O resto do time não chega muito, tirando o Marcelo Cordeiro que se aproxima mais em virtude do Lúcio abrir mais pelo outro lado.

E fica nisso.

Toda jogada o Botafogo tenta a mesma coisa, até porque sabe que a chance do Abreu ganhar a bola é muito grande, logo, ela pode sobrar em condições de contra-ataque para um dos seus.

Jancarlos, que é ofensivo, fica com pouca utilidade. E o Fahel vive cobrindo suas costas, mas a toa. Se ainda desse tempo do Jancarlos chegar no ataque antes do lance ser concluído, vá lá. Mas não, é tudo muito rápido.

E funciona.

Um bom jogo ontem em Recife, onde o Santa Cruz peitou o Fogão sem medo e sem frescura. Perdeu, como outros tantos, porque a camisa pesou e porque este sistema de jogo do Bota é realmente competitivo.  Força muito o rival a chutar de fora, inclusive, já que ficam 3 lá na frente e existe um buraco entre o ataque e o meio. Assim, o rival vem com a bola tranquilamente na intermediaria até perto da área.

Quando bate.

E ontem, quando bateu, o Jefferson pegou tudo que sabia, o que não sabia e o que não podia.

1×0, Fogão.

Com a mão na vaga pras oitavas, já na final do Carioca, jogando um futebol pragmático, repetitivo, mas competente.

Abs,
RicaPerrone