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Pés no chão, moleque!

Neymar, caro Neymar…

Mais uma vítima da euforia da mídia por um novo deus do futebol. Mais um moleque, no bom sentido do termo, que se torna o salvador da pátria em questão de meses.

Mais um Iranildo? Um Brener? Um Ortega? De la Pena? Ou um verdadeiro craque que vai vingar? Só o tempo dirá, e ele não disse nada ainda.

Joga uma barbaridade, tem potencial pra ir longe. Mas potencial e resultado ficam separados por uma coisa chamada “inteligencia”. O bom uso do potencial gera resultado.

Se ele acha que pode tudo, que é rico, que é craque, que é Deus, que manda e desmanda, está enganado. Por si mesmo, pela mídia e pelos torcedores. Porque nós exageramos, pedimos o garoto na Copa como salvação da pátria, e não era.

Aliás, nunca será. O futebol, e clube nenhum, depende de um jogador pra existir ou ter sua real importância decretada.

Neymar não tem preparo pra ser ídolo do Santos, imagine de uma Copa. Dunga acertou, eu errei, como tantos outros. Achei que ele devia ir, mas não devia. Não tem cabeça pra vestir a camisa amarela numa Copa. É jogador de amistoso ainda, sendo preparado e não pronto.

Discute com técnico, fala o que quer, briga com todo mundo, tira onda, se acha o Pelé. Não é, é só Neymar.

Eu já defendi várias vezes, achando que não era “marra”, apenas jeitão de moleque. Hoje me rendo aos fatos, Neymar está perdido em seu mundinho.

Ele e tantos outros, pois o que fazemos destes jogadores é um absurdo.

Você senta na mesa e conversa com Socrates, com Rai, com Dario Pereira. Mas não consegue trocar 2 palavras com Neymar, com Kaka. Se acham deuses, se acham seres supremos do mundo atual. E são meros jogadores de bola, que tem seu valor, claro, mas que não são mais do que ninguém.

Tá na hora de rever conceitos. Renê tem razão: “Estamos criando um monstro”, e seria ótimo se fosse um só.

São vários, um atrás do outro, em busca de ibope, notícia e ídolos.

Passou do limite, garotão.

Cai na real, és apenas um moleque bom de bola. Pra fazer história falta “apenas” uns 10 anos de carreira. Ou seja, ainda não é nada.

abs,
RicaPerrone