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Paralimpiadas no Metrô – Deu tudo “errado”

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Domingo, fim da tarde. Alguns voltam do Parque Olímpico, outros vão na direção do Maracanã.  Alguns fazem as duas coisas ao mesmo tempo.

Naquele vagão de metrô um sentimento misturado de “missão cumprida”, “saudades” e um pouco explícito “e aí?!”.

Fácil entender a missão cumprida e a saudades. O “e aí?” é pra uma turma que não contente em ser infeliz prega as trevas pra toda gente a sua volta.

“Não vai dar certo”. “Vai ter zika”. “Terrorismo!”. “Aí que vergonha do Brasil!”.

E aí acaba. E foram duas, hein? As Olimpíadas e a Paralimpíadas em sequência, ambas com absoluto sucesso.

Por isso afirmo que os rostos naquela vagão se dividiam em três tipos. Eu queria muito ter visto o quarto sentimento, que era o do “arrependido”, mas não o identifiquei. Seria, no caso, exatamente o que cantou a tragédia e acabou mudo num domingo de festa no Rio.

As pessoas se olhavam e sorriam sem falar. Como quem se despede dos “companheiros de jogos olímpicos” sem sequer tê-lo visto durante as olimpíadas.  Mas se estava de amarelo, no metrô, aquela hora… era um dos “nossos”.

Nós, que fomos aos jogos, apoiamos a iniciativa, acreditamos no sucesso e nos divertimos com ele, começamos a semana com saudades e a sensação deliciosa de paz por ter a “missão cumprida”.

O Rio de Janeiro amanheceu em silêncio.  Como quem descansa de tanta pressão e se dá o direito de um dia de folga para comemorar.

Eu não sei exatamente quanto custou trazer as Olimpíadas pra cá. Mas com absoluta certeza ninguém pode calcular também o quanto valeu ter sido brasileiro nos últimos 45 dias.

abs,
RicaPerrone

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