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Pagando pela fama

As administrações anteriores deixaram o Flamengo cheio de dívidas e problemas na justiça. Nenhuma novidade. A atual, que promete seriedade e já conseguiu muito disso na contratação de Zico, sofre com o passado recente do clube.

Nas últimas negociações que o Flamengo perdeu jogadores para rivais não foi incomum o uso da “fama” para melar o negócio e trocar o destino do reforço em questão. Com Ronaldinho já começa a acontecer o mesmo.

A imagem de clube que “não paga” ficou pra muitos. Mesmo sabendo que isso muda com a troca de direção e que ultimamente o Flamengo tem cumprido seus compromissos, ainda é fácil atrelar o clube a este tipo de rótulo quando interessa.

E assim tem sido por parte de empresários e dirigentes rivais em alguns duelos de bastidores.

Conversando com empresários, ouvi histórias parecidas em vários casos. O clube quer o jogador X, ele quer o Flamengo. Tudo acertado entre eles, mas quando o atual clube do jogador recebe 2 ofertas, o argumento pra que aceite a outra é o mesmo: “Aceite essa. O Flamengo não costuma pagar”.

Esta fama já impediu a vinda de, no mínimo, 2 grandes jogadores pro clube em 2010. E agora, com Ronaldinho, a história começa a se repetir.

Dirigentes do Milan ouvem de intermediarios o mesmo discurso na tentativa de “melar” o interesse do craque em vestir a camisa rubro-negra. Alegam que é melhor ele ir pra outro clube com a garantia de receber o acordado do que ir pro Flamengo e correr o risco de ficar sem.

É uma imagem que a diretoria atual terá trabalho pra apagar. Afinal, não foram 2 ou 3 anos nesta situação, mas talvez mais de 10.

No caso Alex Silva, por exemplo, acompanhei de perto. Quando Marcos Braz tinha tudo conversado com o zagueiro, o Hamburgo recebeu informações sabe-se lá de onde que o Flamengo não pagaria o prometido, por isso, o negócio mudou de rumo no final.

Este é apenas um caso.

A vinda de Zico, que pra muitos tem a ver apenas com a sua competência, também é para melhorar esta imagem ruim que diretorias anteriores deixaram do clube por aí.

Não é fácil a vida de dirigente nestes casos.  Você paga pelos erros anteriores e ninguém quer saber se a culpa é sua ou do que já saiu. Sempre cai nas costas de quem está no poder.

O mercado, hoje, é mais difícil pro Flamengo do que pra outros clubes brasileiros.

O passado condena. Mesmo que o presente desminta.

abs,
RicaPerrone