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Os vários “Fluminenses”

É claro que tem todo um processo motivador e físico por trás de cada problema de um time. É natural que jogadores alternem fases, que briguem com as esposas, tenham problemas em casa e que nem sempre joguem aquele bolão que jogaram um dia.

Mas também existem fatores táticos a serem discutidos, mesmo quando funciona.  Abel está sendo cobrado por um time campeão que ele não mudou. Ou seja, meio incoerente pra quem exaltou o time há 3 meses.

O Flu joga assim há 1 ano. E funciona quase sempre pela qualidade técnica incomum dos seus 4 homens de frente.

Minhas ponderações sobre o esquema de jogo são simples:
– Thiago Neves é canhoto. Onde joga, só usa a perna pra cruzar, não pra finalizar. Desperdício.
– Se o Deco tem 1 centroavante e dois caras abertos na sua frente, ele só pode abrir o jogo. Não tem segunda opção. É fácil prever.

Aí você entra em outros mil detalhes que pode concordar ou não.  Mas na minha cabeça o Fluminense tem 2 puta jogadores de meio campo e joga com um só, sendo este o mais “cansado” e portanto, mais fácil de marcar.

Thiago Neves não é ponta. E se é pra deixar mais aberto, deixe onde ele pode puxar pro meio e bater, não onde vai cair pro fundo e cruzar.

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Assim, mais central, me parece fazer mais sentido, desafoga o Deco, deixa menos previsível e dá ao Thiago um angulo de finalização muito mais interessante.

Mas isso talvez não seja tão determinante quanto me pareça ser.  Enquanto brincava de puxar bolinhas pra lá e pra ca formando um Flu pra 2013 cheguei a um terceiro time que, em tese, resolve alguns pontos.

Mas requer uma dose de risco bem grande por ser totalmente novo.

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Sim, são 3 zagueiros. Ao invés do Edinho preso na frente da área, fica um beque a mais, soltam os laterais (seja Bruno ou Wellington) e não precisa mais do Nem e do Neves de pontas.

Centraliza o Thiago, recua o Deco. Com Jean e Deco a bola sai redonda, Thiago faz o meio campo armador e o Nem flutua para o lado da jogada.

É arriscado pelo pouco treinamento, mas é uma variação que talvez surpreenda.

Hoje eu sei, você sabe, todo mundo sabe. O Flu vai pegar a bola, jogar no Deco, ele vai abrir pro Thiago ou pro Nem, que vai dar um drible e cruzar pro Fred.

É muito competente. Mas é muito previsível.

Enquanto inspirados, funciona. Se um deles estiver num dia ruim, o time fica em situação complicada.

Talvez a taça rio pudesse testar soluções e alternativas.  Talvez o torcedor aceite “abrir mão”  de um estadual em troca de uma Libertadores e um Brasileirão em melhor nível.

Talvez a empáfia apaixonada vá até la pra vaiar na primeira tentativa de uma nova formação.

Hoje, onde todos querem apenas o 1×0 e pouco importa como aconteceu, entendo o treinador se preservar ao máximo e fazer o menos ousado.

Mas entender não significa que eu concorde.

abs,
RicaPerrone