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Os “lá de fora”

Temos o péssimo hábito de avaliar de qualquer jeito o que não conhecemos bem. Me lembro que um dia um clube brasileiro falou em “Michel Bastos” e logo os entendidos em futebol europeu o valorizaram como um grande lateral.

Mais tarde a seleção o chamou e foi motivo de “chacota”.  “Quem?”, perguntavam, debochando do não estrelismo internacional do jogador.

O lateral virou ponta, trocou de lado, virou meia, foi ganhar dinheiro na Arábia e enfim parou de volta no Brasil.  Quando contratado não se sabia exatamente o que Muricy faria com ele. Mas onde quer que jogue, Michel mostra que não era uma lenda francesa.

Técnico, tático, inteligente e voluntarioso.  Michel não joga pra ele, não faz corpo mole, nem parece um consagrado e rico jogador caminhando pro fim de carreira. Corre, inclusive, mais que o Ganso que ainda é garoto.

Se me perguntarem qual a posição dele nem sei responder. Sei que joga em todas, e joga muito. A  melhor contratação do São Paulo entre Pato, Kaká, Luis Fabiano e Kardec, me arrisco a dizer. Talvez a mais barata delas também.

Quando um jogador brilha na Europa temos logo a certeza de se tratar de um gênio, resultado de um complexo de vira-latas antigo. Mas não necessariamente o fato de não o conhecermos bem significa que não seja tão bom.

Dunga acertou em 2010. Nós que não vimos o que havia no “tal do Michel”.

abs,
RicaPerrone

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