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Obra de arte

Se a história destes dois confrontos fosse palpável, deveria ser emoldurada e colocada na parede. Tanto do Horto quanto do Beira-Rio, afinal de contas jogos onde até o derrotado tem prazer em relembrar o jogo são raros.

Daqui 20 anos, quando falarem na fase mágica do Galo nas noites de quarta-feira este jogo será citado. E talvez seja o único que acabou mal pra eles, mas que não foi menos incrível do que os demais.

O Inter entendeu que para ganhar do Atlético num mata-mata é preciso técnica, tática, sorte, força, suor e lágrimas. Uniu todas elas e só conseguiu ter certeza de que conseguiria quando um erro individual do Galo lhe clareou o que ainda era um drama.

E contra o Atlético, sabemos, nem aos 44, com 2 gols a mais, você relaxa. Aos 45, ainda não garante. E até o último apito do árbitro ouve aquele som assustador que diz “eu acredito” vindo dos seus torcedores.

Pudesse a Conmebol mudar as coisas, ligaria pra um dos classificados e o eliminaria por justa causa:  Quero manter o Galo e o Inter no torneio!

Ora, o que seria mais “justo” do que isso?

Mas não dá. Dava pra um só, e o Inter é hoje mais time que o Galo. Foi em 2 jogos, seria talvez num terceiro. Os dois primeiros gols dizem mais do que qualquer texto. É um time tecnicamente diferenciado.

O Galo não é. Mas é tão diferenciado em todo o resto que tornou a técnica um detalhe.

Ainda que um detalhe, o que os diferenciou e determinou o classificado.

Salve Inter x Galo. O jogo do ano. Ou melhor, “os jogos do ano”.

abs,
RicaPerrone

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