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“O vencedor de 12 Oscars”

Robinho é como um filme bom. As vezes você só o assiste depois de todo mundo dizer que ele é o melhor filme do mundo e, então, se frustra.   “Vencedor de 12 Oscars, premiado em Berlim, recorde de bilheteria….”, você não vai ao cinema ver um bom filme, vai ver “o melhor filme da sua vida”. E talvez ele seja “apenas” um grande filme.

A diferença entre a sua expectativa e a qualidade do que filme não podem ser atreladas para avalia-lo.

Robinho é um jogador de carreira excelente! Um craque.  Foi o novo Pelé? Não. E isso não quer dizer que foi um fracasso. Apenas que nós exageramos.

Um cara com 100 jogos pela seleção, 30 gols, campeão no Santos, no Milan, no Real Madrid e na seleção, com prêmios individuais importantes durante a carreira e que aos 32 anos se torna facilmente o jogador mais importante do Brasil não fracassou.

O Galo paga caro porque Robinho tem que ser caro. Há quem considere que fazer sucesso na Europa é ser Neymar. Mas não, isso é só mais um delírio da mídia baba ovo que acha que ser campeão no Santos é menos importante do que ser titular da porra do Manchester City.

Em 2007, pelo Real, Robinho foi eleito o melhor jogador da Europa em sua posição.

Um jogador diferenciado, que respeitou por duas vezes sua relação com o Santos e que dessa vez optou por tentar ganhar uma Libertadores num outro clube, nem rival direto.

“Ele não ama o Santos!”. Não pira.  Em 2016 você ainda tá nessa de que jogador deve amar o clube e jogar lá por isso? Ele não tem 37 anos, tem 32.  Ele ainda joga em muito alto nível. Não é o fim de carreira pra abrir mão de uma puta grana e reduzir seu patamar podendo ainda, amanhã, assinar novos contratos. Sem contar que o clube deve dinheiro a ele.

Robinho é, a partir de agora, a maior atração do campeonato brasileiro. E se isso não basta pra justificar sua contratação, fiquem com vossa programação normal. E viva os nossos volantes que “erram pouco”.

abs,
RicaPerrone

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