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O time do ano

Outro dia estava num bar, fim de tarde, de chinelos e jogado na cadeira quando um amigo abriu uma cerveja e disse, como quem brinda: “E o Cruzeiro foi o time do ano de novo!”.

Eu pensei por míseros 8 segundos, olhei em volta, vi que ninguém estava prestando atenção e baixinho lhe confessei: “Foi nada!”.

E por mais estonteante que seja a campanha do Cruzeiro, por mais que eu sinta dó dele não ter esse time épico gravado na memória dos não mineiros em virtude do sistema do campeonato, eu não posso me esquivar da verdade.

E na verdade quando você fecha os olhos e lembra de futebol em 2014, tirando a Copa, nada virá tão forte a sua mente quanto as viradas do Galo e o título da Copa do Brasil.

Talvez porque ele tenha obrigado o eixo Rio São Paulo a assisti-lo, humilhando dois clubes de maior torcida no país ao vivo para suas respectivas praças. Talvez por ter sido o suspiro de emoção num momento onde o Brasileirão já parecia definido.

Talvez por ter tido a vontade, o brilhantismo e a paixão que esperávamos ter visto na Copa e não vimos.

Ele insistiu com números. Eu ouvi, pensei, olhei de novo e já desconfortável com o silêncio ele renegociou: “Talvez fique mais marcado… mas sei lá”.

E então pedi a ele, carioca, que escalasse o time do Cruzeiro.  Ele me deu 5 nomes titulares rapidamente, mais 1 pensando um pouco.  Destes, 2 eram reservas, casos de Dago e Julio Batista, nomes de peso, mas não necessariamente titulares no time campeão.

Pedi no segundo seguinte que me desse o time do Galo. E ele deu 9, rápido, sem pensar muito.

Pedi a ele 3 jogos eternos do Cruzeiro em 2014. Ele não me deu nenhum.

Do Galo, ele sorriu antes que eu perguntasse.

É mais importante ganhar o Brasileirão que a Copa do Brasil. Claro que sim.

Mas não estamos aqui discutindo relevância de taças, mas sim “o time do ano”.  E quem poderá ser esse time em 2045 quando citarem 2014 se não o Galo dos 4×1?

E com uma nova lata na mão ele disse: “Taí. Ao Galo! O time do ano!”.

E assim brindamos.

Tim-tim!

abs,
RicaPerrone

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