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O terceiro amarelo

Chovia pra caralho.  O Morumbi era palco de uma tarde incomum, onde sua torcida querida a derrota. Unida a pequena torcida adversária, gritavam em busca de classificá-lo e, por conseqüência, eliminar o rival direto.

Entre hoje e terça-feira surgirão mil discursos moralistas em relação ao resultado, insinuações sobre entrega, ponderações sobre fórmula de disputa, etc, etc, etc.

Ninguém, porém, vai afirmar que o SPFC entregou o jogo pro Ituano no Morumbi.

Porque desde que a bola é redonda e um terceiro cartão suspende, os jogadores dão um pontapé “de jogo” no adversário para forçá-lo e então zerá-los para as fases seguintes.

E se perguntados, dirão: “Não, foi um lance de jogo. Não forcei nada não.”

Pois quando alguém disse o contrário, confessando o óbvio, fizeram cara de surpresa e massacraram o rapaz por ter desvendado o segredo mais guardado do mundo.

Luis Fabiano tinha 2 cartões hoje. Fez uma falta imbecil, levou outro, joga a partida das quartas de final zerado.

Podendo eliminar uma de suas 3 maiores ameaças na fase final, o SPFC entrou sob a desconfiança de um corpo mole e saiu com o rival eliminado.  A torcida comemorava sem pudor algum, afinal, é uma reação absolutamente honesta querer que o rival quebre a cara. Sendo você o autor de um dos tapas, mais ainda.

Eles comemoram, os jogadores fazem cara de “derrotados” e no final das contas todos sorriem. Não importa como, mas o fato é que, sem se confrontarem num mata-mata, o São Paulo tirou o Corinthians do Paulistão.

“Que absurdo esse….”.  Ei! Calma lá!

Se fosse o contrário, teria sido rigorosamente igual.

E não. Não acho absurdo, nem um problema de caráter.  Acho uma desonestidade regulamentada.

Eu?  Jamais teria feito um gol no Ituano hoje.

Porque sou um mau caráter?

Não. Porque não sou burro.

abs,
RicaPerrone

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