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O tal do Amir

Eu não conheço Amir Somoggi e assim como vocês descobri hoje que existia uma “academia” no Lance! e que ele era “especialista” em marketing e gestão esportiva. Achei o que ele disse uma enorme bobagem, das mais assustadoras e preconceituosas. (Veja o texto aqui)

Talvez por não saber expor o que sabe. Talvez por não saber muita coisa.

Mas é emblemático.

Amir é o “futuro do futebol”. De terno, gravata, fazendo planilhas e tentando racionalizar a paixão alheia. Transformar histórias em números. Ou, talvez, fazer de um elo entre pai e filho uma carteirinha de ST.

Futebol se apaixona no estádio. Não a toa há uma geração de iludidos babando ovo pra Chelsea e o caralho a quatro como se fosse o time deles. E pode até ser, ja que pela tv não há diferença alguma.

É no campo, na geral, na fila, no aperto, que se aprende a ouvir a torcida rival gritar, que se grita pra ela, que a sua paixão vira real. Antes disso é amor platônico, uma idéia fixa que nunca se realiza.

Levar o torcedor ao estádio não é um mero produto a ser explorado em troca de ingressos. É um passo altamente relevante na fidelização do “cliente”, na ligaçao eterna que ele passará a ter com aquela “marca”.

Mas não adianta explicar isso pra quem cuida do “novo Maracanã” ou pra quem é CEO da puta que pariu e acha que pode chegar no futebol cagando regra sem saber o que ele significa.

Da TV futebol é só um esporte.

E futebol não é esporte. Esporte é volei, basquete. Futebol é futebol.

Não tem faculdade, curso, palestra, manual de instruções.

Tem paixão, uma idenfiticação absurda e não explicada que faz você cometer loucuras pra ver um bando de caras de camisa igual vencer outro bando. Mas é isso, só isso, tudo isso.

Amir, consultor, especialista em gestão, é um dos novos dirigentes que estão tentando enfiar no nosso futebol sob a grife de um cursinho qualquer.

Não há curso pra paixão.

Só mesmo se apaixonando.

Eu não tenho grandes histórias no meu sofá. Tenho dezenas no Morumbi.

Futebol se vive no estádio. Lamento por quem não pode ir, mas minha briga é exatamente para que você possa ir e entender o que estou dizendo.

Se os gestores palestrantes não os impedirem, é claro.

abs,
RicaPerrone