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O sagrado direito de ser normal

Tenho pouco tempo pra escrever, estou saindo pra almoçar, como uma pessoa normal.  Mas não posso me ausentar na hora de defender um dos mais relevantes pontos de vista que tenho, que é o direito a ser natural.

Juninho é um sujeito decente, sempre foi. Ontem teria feito, segundo notícias, um gesto pra torcida do Sport.  Virou notícia, afinal,  se o cofrinho do Adriano é capa, imagine a “pica do Juninho”?

Dizem que “quem paga tem direito a xingar”, como no teatro.  Então vá ao teatro e mande o ator da peça tomar naquele lugar pra ver o que acontece.

Torcedor pode tudo. Ontem, Fred timidamente meteu a mão no ouvido quando fez o gol, como quem diz: “Canta ai, saopaulino”, pra torcida rival. E sim, acho divertidíssimo quando um jogador responde em campo e ironiza quem o cutucava.

Meu direito a ir num estádio xingar o jogador dá sim o direito dele se irritar, olhar pra arquibancada e me mandar tomar no mesmo lugar. São seres humanos, e meu ingresso não anula os instintos do jogador, nem me dá o direito de ofender ninguém.

No futebol, dá. E eu acho sagrado o direito do torcedor de xingar quem quiser. Mais sagrado ainda, a “piquinha” de quem não gostou e, de certa forma, acusou o golpe.

Ações geram reações, é a natureza. O STJD e a imprensa tentam “controlar” essa natureza.  Bobagem.

Quem apanha calado é bife.  Juninho foi humano, só isso.

abs,
RicaPerrone