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O que está acontecendo?

Os estádios modernos estão aí. A violência dentro do estádio é quase nenhuma, as facilidades de venda de ingressos ok, nunca dirigentes foram tão profissionais, nunca os clubes foram tão estruturados e nunca tivemos um formato de campeonato repetido por tantos anos.

Pior: A média de público do Brasileirão esse ano tem sido, embora muito cedo, a melhor desde 1987, no melhor campeonato brasileiro que já fizemos, não por acaso, uma LIGA.

Os clubes nunca ganharam tanto dinheiro. Os jogadores nunca tiveram tanta condição de trabalho.

Estamos com mil problemas pra resolver, mas posso garantir que hoje temos menos de 30% dos problemas que tinhamos fora de campo em 1990, por exemplo.

O que está acontecendo em campo?

Porque nossos times jogam 15 minutos de um futebol “europeu”, rápido, tático, intenso e depois vão parando e tentando bolas longas sem conjunto até que um lance individual resolva?

Porque essa dúvida entre o nosso e o deles não se estabiliza num meio termo definitivo com identidade?

Até quando a imprensa repetirá feito papagaio que “A cbf é culpada de tudo” sem saber sequer onde fica a CBF? Sem citar pra você, torcedor, que a entidade acaba de trocar toda sua direção, por exemplo? Que por mais imbecil que seja algumas de suas atitudes, como a de fazer os times entrarem em campo feito marionetes, ela tem uma nova direção?

Não chegou a hora de olharmos o cenário e cravarmos um diagnóstico menos superficial, hipocrita e vazio? Não dá pra notar que “o problema fora de campo” melhorou muito nos últimos anos e o futebol caiu? Será mesmo culpa “de fora do campo”?

Enquanto a discussão andar em círculos, o futebol fará o mesmo.

Apontar o dedo é esporte no Brasil. Mas saiba que tudo o que acontece hoje é reflexo do que eu, você e todos que amam futebol falamos e pedimos nos últimos anos. O fracasso é NOSSO. Não “deles”.

Os covardes vão apontar o dedo e sair rindo pro outro lado. Os que tem vergonha na cara vão discutir até tentar acertar. Quem começou o erro fomos nós, em 1982, quando achamos que não bastava jogar bola se não desse certo no placar.

É mole, idiota, estúpido, covarde e vazio olhar e dizer: “Sete a um foi pouco”.  Porque pra estes, que se orgulhavam do futebol brasileiro, ajudaram a piora-lo, e agora apontam o dedo e viram as costas, foi mesmo.

abs,
RicaPerrone

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