O pedágio

Faz tempo que não escrevo as merdas que faço, né? Lembrei de uma boa ontem com amigos. Vou “compartilhar” a cagada.

Já faz um tempo. Estava em Orlando, nos EUA. Primeira vez que saia do Brasil e com o agravante de não falar bem inglês. Não, mentira.

Na real eu não falo porra nenhuma em inglês.

Chegamos, desembarcamos, falamos com os porteiros do país lá, pegamos o carro e fomos pro hotel. Só que do aeroporto pro hotel tem um bom caminho.  Eu, sem carteira na época, não podia dirigir. Imagine você que dei um Edge 2012 quase zero nas mãos da patroa.

Você não sabe como é duro ter um carrão nas mãos e ter que dar a chave pra sua mulher. É quase como entregar a churrasqueira na mão dela e ir fofocar com os amigos.

Enfim. Fomos.

Chegamos logo a um pedágio. Uma “ecovias” com grife. Mesma merda.

Tinha uma placa, 20 dólares.

Caralho! 40 mangos um pedagio?!?!?! Como é caro essa merda. Mas… paga ai, né? Fazer o que?

Pagamos os 20 dolares e seguimos em frente.

Com aquela mania de tentar se convencer que não foi roubado, nos olhavamos e comentavamos:

– Caro, né?
– É…
– Mas também… olha a estrada.
– É, vale a pena até né?
– Ah sim… Olha que beleza.
– É. Acho que é justo….

Enfim. Nos conformamos.

Passam os dias, Mickey pra lá, a porra da Minie pra lá, as princesas sorrindo, a baleia que pula, a porra toda.

Eeeeee!!! Crianças felizes.  Comprei pra caralho.  Até o que não precisava, de tão barato que é.

Na volta, uma noite arrumando malas, e as 5 da manhã vamos nós pro aeroporto.  Pela frente, o mesmo pedágio.

Nos aproximamos, tirei os vintão do bolso e fui dando pra moça quando ela nos deu um troco antes de abrir a cancela. Mas era um “puta troco”!

E então, não entendemos. Até notar que a placa que lemos dizia: “Troco máximo para 20 dólares”. Pois a porra do pedágio custava 0,75 centavos.

Cara de cu. Silêncio.

abs,
RicaPerrone