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O melhor roteiro sem fim

Messi tem 29 anos e é, sem dúvida alguma, um dos maiores jogadores da história do futebol.  Jogou a vida toda por um clube que lhe dá essa condição e que coloca qualquer jogador acima um pouco de sua condição natural. Basta ver campeões fora de seus times consagradores e saberemos que há uma queda.

Messi, na seleção, é um grande jogador. Mas passa longe de ser o Messi do Barcelona. Simplesmente porque não está no Barcelona.

O roteiro porém, é brilhante. Messi perde uma, duas, três, e na quarta ele perde o pênalti decisivo.  Diz que “chega”, o povo clama e diz que “não”.

Aos 31 Messi disputaria uma Copa do Mundo e aos 32 uma nova Copa América, desta vez na casa do inimigo, no Brasil.

Se fosse um clássico eu diria que o óbvio é que Messi será campeão. Porque tal roteiro dificilmente é desperdiçado no futebol.  Cada ato de Messi na seleção argentina é página de um livro de drama memorável que pode ou não ter um final apoteótico.

Como Zico, Messi vai deixando um trauma na sua memorável lista de feitos.  Mas ao contrário de Zico, teve o carinho do dia seguinte da própria imprensa brasileira que massacrou seu ídolo em 86.

Vai entender.  Jornalistas que choram pela eliminação da Espanha, que se emocionam com as redações do mundo todo vibrando com suas seleções e que de terno e gravata analisam a nossa como se fossem meros consultores.

Eu quero que o Messi, de azul e branco, perca sempre. Todos os dias. E toda vez que ele perder, eu vou dar risada pelo simples fato de ser brasileiro e, portanto, entender claramente que o futebol respira por isso.  Mas amanhecer vendo Messi “fugir do pau” e dizer que não joga mais na seleção após ter perdido o pênalti decisivo me remete a covardia de 86.

Que desta vez não cometerão. Porque evoluímos? Não. Porque ele não é brasileiro.

Vira-latas.  Chupa, Messi! Com todo respeito…

abs,
RicaPerrone

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