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O líder e o ex-timaço

O Corinthians é líder pelos mesmos motivos que já citei aqui em outras grandes vitórias. Não dá chutão, é inteligente em campo, não se desespera e normalmente sabe o que fazer com a bola. Isso dá ao time um controle nas partidas que dificilmente alguém quebra.

O Santos, com Neymar ou sem Neymar, é um ex-timaço. Hoje, um time comum. Tá na hora de notar que sairam todos, sobrou 1, e que sozinho ele não forma um grande time.

O Santos tem um sistema de jogo simples: Todos driblam, todos agridem, todos são rapidos.  Tentam fazer mais gols do que tomar, porque normalmente tomam. Só que fazer gols com Ganso, Robinho, Wesley, André e Neymar é uma coisa. Fazer com Danilo, Marquinhos, Marcel e Pará… outra.

O timaço do Santos do primeiro semestre não existe mais. Hoje, com Durval, Dracena, Leo, Pará, Danilo, Marquinhos… é apenas um time comum reforçado de um fora de série.

Dá pra exigir que este Santos jogue mais do que jogou ontem? Não, foi ótimo! Peitou o líder de igual pra igual, teve chances de vencer e por detalhes não fez o gol. É um time que não dá pra cobrar título, nem G3.

Do outro lado também tem um time desfalcado. Ronaldo, Dentinho, Ralf e Chicão são titulares do Corinthians planejado em janeiro. Mas, não jogam, e aí entra o banco, que se não é brilhante, é de bom nível.

A diferença dos dois é essa. No Peixe, quando sai um, entra uma aposta. No Corinthians, quando sai um, entra um cara que sabemos exatamente o potencial dele e o que pode render.

Não por acaso o Santos foi pra cima com todo seu ímpeto suicida do primeiro semestre. Não por acaso o Corinthians, experiente, segurou a euforia do Santos e foi achando seu ritmo dentro do jogo, sem perder a cabeça em busca do empate.

Virou, e venceu com méritos.

As chegadas de Elias e Jucilei com o Bruno César de meia são assustadoras a qualquer defesa. O Corinthians ataca aberto, ataca pelo meio, ataca por baixo, ataca com jogadas individuais e contra-ataques. Tem seus altos e baixos, mas é um time formado, maduro e preparado pra buscar um título.

Merece estar onde está.

E o Peixe, que me desculpem os mais apaixonados, é um ex-timaço. Hoje, conforme conhecemos a maioria dos titulares, é apenas um time comum com um gênial na frente. Mais nada.

abs,
RicaPerrone