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O jogãozinho de Volta Redonda

 

A diferença brutal entre o Fluminense e o Botafogo, hoje, é que apenas um deles sabe o que tem em campo.

Enquanto o Fluminense toca a bola esperando que um de seus talentos resolva o jogo, o Botafogo assume o papel de um time tecnicamente mediocre e faz o básico do básico, compensando com “noção” o que lhe falta nos pés.

Não fosse Emerson e sua personalidade de veterano, diria que não tem nada além do coletivo que chame atenção. Tirando o goleiro, é claro.  E então entra Ricardo Gomes.

Eu não sou fã do que vi ele fazer até hoje por onde passou. Mas neste Botafogo fadado ao sofrimento ele faz um trabalho diferente.  Talvez porque seja uma situação “nova” e curiosa ser treinador de um time grande que não é possível cobrar. Talvez por mero amadurecimento profissional. Talvez seja só um estadual.

Mas parece, pelo pouco que se testou, que o Botafogo joga perto do seu limite. A “altura” dele não é problema do treinador.

Já o Fluminense fica pouco contestável já que o treinador chegou outro dia. Vai cobrar dele o que? Mas do time, poderiamos.

Parado, previsível, esperando passe nos pés. Monojogada, dependendo de lampejos e tendo que ver seu até ontem vilão virar herói num lance isolado aos 47 para empatar um jogo que merecia perder.

Merecia. Porque Renato poderia ter sido expulso ainda no começo da partida, não fosse a falta de coragem do árbitro, que viu ali uma clara oportunidade de gol ser interrompida pela falta.

Um jogo que foi corrido e interessante até o gol do Botafogo. Depois disso o Fluminense se viu obrigado a armar, e não consegue. O Botafogo a se defender, e não era difícil faze-lo.

Um jogãozinho em Volta Redonda.

abs,
RicaPerrone

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