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O ídolo “deles”

Kléber está voltando ao Palmeiras. Ídolo de muitos, o atacante promete gols, dribles, raça, briga, cartão vermelho, violência e, quando você mais precisar dele, vai te deixar na mão.

Mas nada disso importa. Kléber é o retrato da filosofia “torcida organizada” do futebol nacional. Se ganhei, se perdi, foda-se. O importante é que sou macho, que dei porrada, que peitei “os caras”.

O jogo? Nem ligo. O relevante é sair “macho”.

Macho, hoje em dia, gosta muito de macho.

O que é o Kléber?

Um jogador de quase 27 anos, com passagem pelo SPFC, onde foi rejeitado quando oferecido a voltar. Os motivos? “Ele não tem conserto”, me disseram, antes de “dar certo” no Palmeiras.

Foi ao rival, e lá, entre mais tapas do que beijos, virou ídolo.

Aquele ídolo que corre, joga bem, mas principalmente que veste a camisa. Não se sabe bem se a do clube ou da organizada, mas veste.

Entendo que vestir a camisa do Clube é prestar serviços a ele. E não entendo como bom serviço prestado a sequencia de expulsões e suspensões em virtude de lances violentos e desleais.

Fosse um zagueiro, talvez estabanado. Mas não. Kléber é violento e maldoso.

Suas expulsões são, na maioria das vezes, por agressão.

Joga um bom futebol, é guerreiro em campo, mas ultrapassa qualquer limite entre a raça e a falta de bom senso.

Eu não contaria com um jogador desses, que costuma deixar seu time na mão quando precisa em troca de dar um soco em alguém.

Assim tem sido, e nada leva a crer que mudará, apesar de torcer por isso.

Ótimo reforço pro limitado time do Palmeiras? Até a página 2.

Mas quem se importa? “Eles” querem é a cotovelada na cara, foda-se o resultado, o clube, a camisa.

É disso que “eles” gostam, é isso que o Kléber lhes dá.

abs,
RicaPerrone