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O “favorito” que dá medo

Eu sei, é foda. Também pensei antes de escrever, como aliás penso desde a estréia. Falar em Corinthians e Libertadores é quase sempre uma catastrofe. Você aposta nele, diz que vai bem e quando tudo parece normal, emperra.

Mas eu vou correr o risco de dizer que nunca vi um Corinthians tão “pronto” para disputar a Libertadores.  Eu não disse “ganhar”, pois é preciso respeitar os outros brasileiros, todos muito fortes, e as camisas sulamericanas.

Nunca vi o Corinthians jogar a Libertadores como um campeonato, não como um caso de vida ou morte. Estou vendo, e gostando.

Nunca vi tanta frieza em campo. Nunca vi um time tão certo do que está fazendo quando se trata de Corinthians e a “competição pesadelo”.

As vezes para ganhar a Libertadores é preciso mais do que craques. Precisa de time, grupo, conjunto, inteligência e a exata noção de que, mesmo importante, é apenas um jogo de futebol.

A tremedeira alvi-negra pode surgir, é claro. Mas até agora não deu nem sinal. Em 2012, entre o pragmatismo dos “1×0” e o competente time que raramente é ameaçado, o Corinthians empolga com pés de ferro.

Não é uma euforia gerada por um gol, um lance, uma goleada de mentira. Hoje foi moleza? Foi! Mas quando não é, se porta também de forma altamente inteligente em campo.

Experiente, maduro, talvez não pronto para ser campeão. Mas pronto para disputar uma Libertadores em alto nível.

Ou, se preferirmos, num nível que o Corinthians jamais conseguiu encara-la.

Por medo, pressão, oba-oba, seja lá o que for.

Fato é que sempre aumentou o tamanho do drama, sempre fez da Libertadores um problema bem maior do que de fato é. O discurso do clube parece arrogante? Parece, mas é inteligente.

Menosprezar a Libertadores é burrice pra todos que a tem num patamar real. Ao Corinthians, que a superestima desde sempre, menospreza-la pode significar “coloca-la no nível certo”.

E assim, quem sabe, conquista-la.

Nunca foi tão promissor. E mesmo que dê tudo errado, não tenho medo em afirmar que o Corinthians jamais esteve tão “dentro” de uma Libertadores como está em 2012.

abs,
RicaPerrone