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O combustível 7×1

Na minha cabeça os “7×1” nunca representaram nada além de um jogo muito ruim, uma tarde onde tudo deu errado e um desequilibrio emocional enorme de um time pressionado como nenhum time havia sido em todos os tempos.

Na cabeça de outros tantos, 19 jogadores que atuam na Europa e um treinador que acaba de passar 10 anos lá representam “os problemas do futebol brasileiro”. Eu, honestamente, não vejo nessa ligação nada além de oportunismo, sensacionalismo e superficialidade.

Mas começo a dar valor pros “7×1”.

Porque se ele será o argumento motivador que fará da seleção um time disposto a vencer, vencer e vencer para provar pro mundo que aquilo foi uma aberração, então que seja.

Esse time, que não perdia antes dos 7×1 e depois dele voltou a ganhar de tudo mundo, é insistentemente (e burramente) avaliado pelo dia ruim, nunca pelos outros 500 dias bons. Mas é Brasil, e é natural por aqui a paixão pelo fracasso.

Hoje, contra a França lá na casa deles, 3×1. Futebol melhor, posse de bola, toques rápidos, time compacto e competitivo ao extremo.

Estamos formando um novo time, tentando convencer quem não tem grande noção da realidade que aquilo foi um fato isolado. Mas estamos usando os “7×1” a nosso favor.

E se for este o combustível pro hexa, então que se repita todo dia pelos próximos 4 anos a frase mais mongolóide do país desde julho de 2014: “Gol da Alemanha!”.

abs,
RicaPerrone

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