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Nem, Nense

Nem se eu quisesse desviar o foco conseguiria.

Nem mesmo o mais atleticano terá folego para, rodada após rodada, tentar encontrar uma justificativa que menospreze a liderança tricolor.

Nem se o Deco tivesse sido expulso, afinal, hoje, nem precisou dos milagres de Cavalieri.

Nem sempre a bola entra cedo, hoje entrou. Nem assim houve paz.

Nem o mais fiel e otimista tricolor afastou as mãos da cabeça antes do apito final. Nem poderia, o Coxa pressionava, o torcedor tremeu até o último segundo, quando a bola parou nas mãos de Cavalieri.

Nem que amanhã perca o título, nada apagará os dias de sonho que vive cada tricolor neste Brasileirão.

Nem com liderança isolada iam ao estádio, mas bastou surgir uma ameaça e lá estavam eles, em massa, como quem defende um filho em situação perigosa.

Nem havia perigo, ainda eram 6 pontos.

Nem há agora, com 9.

Nem todo jogo o “quarteto” fantástico vai resolver, mas a maioria deles, tem resolvido. Nem quando um se machuca falta talento, como aconteceu hoje, sem Deco e Wagner, que talvez nem joguem a próxima.

Nem que o adversário se arme bem, jogue bem e tente igualar, equilibra. Nem precisou jogar tanto assim hoje. Nem precisou armar o primeiro gol, ele veio sozinho.

Nem precisou sair do chão no segundo, ela veio na cabeça dos pés de quem desequilibrou de novo.

“Nem tudo está perdido”, pensam os atleticanos otimistas e ainda vislumbrando uma série de tropeços que poderia começar hoje, diante do Coxa.

Nem. “Nem a pau”, responde o Flu, em campo, mais uma vez.

abs,
RicaPerrone