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Não tem chororô

Era muito previsível a madrugada deste domingo.  Floyd com o cinturão por pontos, Pacquião tendo partido pra cima, o povo todo passando a entender de boxe e contestando o resultado por “iniciativa”.

Meus caros,  eu acompanho um pouquinho o Boxe há algum tempo, e a vitória do Floyd é incontestável.

Mas como?! No mínimo, polêmica!

Nem isso. E tanto não é que o Pacquião concordou com isso no décimo segundo round, onde Floyd administrou a vitória e Manny partiu pra cima desesperado tentando reverter uma situação.

Boxe não é um esporte tão interpretativo assim. Ele tem seus “dados” relevantes pra uma decisão. E é tão parte da técnica de um campeão bater quanto saber se esquivar.

Você acha que Pacquião bateu mais? Então pega essa luta que você não viu.

Pacquião deu 429 golpes ontem. Floyd deu 435. Isso é dado estatístico oficial, tá? Não fui eu que contei.

Mas essa nem é a diferença. Quando você puxa os números de golpes que entraram, surge o vencedor: Floyd acertou 148 golpes. Pacquião 81.

É quase o dobro de golpes. Ou seja, Pacquião foi pra cima e espancou as luvas do Floyd, que  com muita tecnica se esquivou de quase todas e contra golpeou no rosto do adversário.

Isso é boxe.

E se ainda for preciso mais detalhes pra justificar o que pra muita gente pareceu “absurdo”, ainda tem:

Jabs (Acerto / No vazio ou na guarda)
Pacquião – 18/175
Floyd – 67/200

Vamos piorar o número, tornar ainda mais incontestável o que “não vimos” na tv enquanto torciamos pro menino humilde que corria pra cima do arrogante.

Golpes fortes: (Acerto / No vazio ou na guarda)
Pacquião – 63/173
Floyd – 81/87

São números. Mais do que gols num lance isolado, são dados que colocam Floyd com o dobro de produtividade que o adversário.

Talvez seja simpatia, talvez só o fato de ninguém mais ver boxe no Brasil. Mas o resultado da luta não é injusto. Ao contrário, é incontestável.

abs,
RicaPerrone

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