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Não é machismo

No momento em que o mundo discute a fome, não se joga nem comida estragada fora. Quando se discute o casamento gay, não se brinca de chamar alguém de “viado”, e quando o machismo é o foco, sobra pontapés pra todos os lados, até para os que não merecem.

Discute-se machismo e preconceito com o futebol feminino. Outro dia a internet encheu de pessoas completamente sem noção da realidade falando em machismo pelo tênis masculino pagar mais que o feminino.

As vezes, e tem aumentado bem a quantidade que isso acontece, eu acho que as pessoas se fazem de burras para parecer engajadas e revoltadas. Porque não é tão difícil assim entender que há uma dose de machismo cultural no mundo, é óbvio, mas há também uma dose de lógica nas questões esportivas.

O que é esporte, meus caros?

É uma competição onde a parte física é determinante e levada ao seu limite.  É portanto uma atividade de força, de resistência, de superação.  Quando o homem e a mulher foram criados, seja por Alá, Jeová, Jesus, Big Bang ou a puta que pariu, eles foram feitos diferentes.

E qualquer cego, qualquer mesmo, nota que o homem é dotado de uma força física maior que a mulher. E portanto, se isso é indiscutível, me parece meio tosco não imaginar que no esporte, onde se leva o físico ao limite, o ponto alto será quase sempre o masculino.

Paga-se mais no tênis masculino porque é onde está o interesse dos patrocinadores. E se está lá é porque o público quer mais aquele produto. Simples como qualquer mercado. Vende-se mais pães franceses na padaria do que tubaina. Por isso eles colocam 3 mil pães todo dia na prateleira e 2 tubainas. É quase lógico, basta querer.

Olha os tempos de uma maratona. De um salto em distância, de uma natação, de 100 metros raros. É gritante e claro o motivo pelo qual se valoriza mais o masculino no esporte.

A seleção feminina não é alvo de machismo algum quando colocada em segundo plano. Ela é alvo do rumo natural das coisas simplesmente porque o futebol feminino é, sempre será, e corto meu braço se um dia não for, infinitamente menos importante que o masculino.

Temos pela seleção feminina o que temos pelo judô. Um sentimento de “poxa, elas nem tem tanto apoio e…”.  O que não quer dizer que adoramos, acompanhamos e que os patrocinadores devem colocar os milhões da CBF ali, porque não faz o menor sentido.

A comparação Marta/Neymar é vazia, cheia de rancor, oportunismo. A Marta é bola de ouro todo ano, um fenômeno, mas jamais será reconhecida como Neymar porque joga num nível muito abaixo do que o outro. É a mesma coisa que tentar comparar o maior judoca de todos os tempos com o Pelé.

É claro que o maior do maior esporte será mais caro, terá mais mídia e mais reconhecimento. É assim na vida, em tudo. Não é um pedido razoável, é um pedido estúpido, de quem acha que pode sentar com o planeta numa mesa e estabelecer novas regras pra humanidade em 15 minutos.

Marta é nossa craque. Mas não é dela que queremos o ouro. É dele. Se vier dela é lucro.

Por isso não há machismo algum na diferença de tratamento, salário ou reconhecimento.  As coisas tem um valor estabelecido pela procura, não pelo que nosso ideal socialista acredita.

Ou você parou pra ver a Copa do Mundo feminina, comprou camisa, juntou amigos em casa e chorou na eliminação?

Você sabe que não. Culturalmente, por rendimento técnico, por questões físicas, tanto faz! Não é machismo, é a realidade.  Encobri-la com discursos pra dar like no facebook não faz de você um engajado, mas sim um alienado.

abs,
RicaPerrone

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