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Mudar é burrice?

É comum repetir a tese de que “trocar de treinador significa não ter planejado certo”. E é tão comum quanto radical, eu diria.

Em 2010 o Roth assumiu o time numa semifinal e apenas ajeitou detalhes para poder corrigir a campanha regular, porém longe do ideal que o gringo fazia até então. Foi campeão da Libertadores.

Não foi uma boa mudança?

Andrade assumiu o Flamengo no meio do campeonato de 2009. Autuori pegou o São Paulo no final da primeira fase da Libertadores de 2005.

Precisa mais?

Mudar, as vezes, se feito com inteligencia, pode ser positivo sim.

Roth é um treinador fraco, medroso e não tem credencial pra dirigir um elenco tão recheado de técnica como este do Inter. Assim como outros tantos, esconde um trabalho pragmatico e indigno das cores que representa através de resultados. Resultados que, convenhamos, são até bons, mas não para o time que tem.

Quando o Inter monta este time, ele não quer apenas ganhar. Ele quer vencer, convencer e brilhar. Pois é isso que vende, atrai o torcedor e faz história.

Roth não brilha, nem quer. Ele não sabe transformar um time de futebol em algo que dê prazer de assistir. E não vai aprender no Inter.

Se é pra trocar, e é óbvio que uma hora ele cai, então troca agora que dá tempo.

Trocar na semifinal, como em 2010, é um pouco de “sorte” dar certo. Na primeira fase ainda dá pra ajustar, e o Inter tem time pra brigar pelo tri e jogar muito mais do que vem jogando.

Falta padrão, falta ousadia. Falta o Inter ir além de buscar 1×0 com um gol achado.

Mais do que vencer é preciso honrar as cores que defende. Tá na hora do nosso futebol voltar a cobrar isso.

abs,
RicaPerrone