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Maduro, quase chato

O Corinthians encarou um Morumbi cheio de tricolores, uma euforia enorme do rival pela vitória sobre o Cruzeiro e a pressão de ter que vencer pra se manter na ponta da tabela. Saiu com 3 pontos, uma grande vitória e a moral lá no alto.

O SPFC, que tinha que vencer ou vencer, entrou pra ir pro tudo ou nada. Não foi, quando foi era tarde. Sai do Morumbi morrendo de medo de ter “ajudado” o maior rival na briga pelo título.

Não foi, nem de longe, uma atuação de gala do Corinthians. Nem sequer teve mais volume que o SPFC, que fez um bom segundo tempo até sofrer o segundo gol.

Mas foi uma vitória muito madura do Corinthians, quase chata.

Ao contrário de quando cito que alguns times se limitam a ficar na defesa o jogo todo, o Timão não voa pra cima de ninguém, mas também não vive de balão.

Essa diferença acaba sendo brutal numa postura de contra-ataque como a de hoje.

Em momento algum o Corinthians queimou a bola ou ficou vivendo de bico pra cima. Sempre pelo chão, sempre usando os contra-ataques e sempre prendendo a bola o máximo que podia.

Isso é uma forma de jogar que não chega a ser ofensiva, nem retranqueira.

O Corinthians teve 20 minutos onde jogou mais do que o SPFC. Quando os dois resolveram não mais agredir, o Timão fez 1×0. E aí não dá pro time do Carpeggiani reclamar muito, pois quem tinha que ir pro “tudo ou nada” desde o começo era o São Paulo.

Não foi. Esperou. Tomou 1×0 e aí o jogo ficou desenhado para o que o Corinthians queria fazer.

E com esta vantagem no placar e a experiência que o time tem, dificilmente alguém vira.  Bola no chão, contra-ataques sem bicão, bola dificil de ser retomada e o tempo vai passando. Quando agride, leva perigo.

Uma vitória madura de um Corinthians nada espetacular, porém, inteligente.

No Morumbi, durante semana, muito se dizia que era “questão de honra”. Afinal, tirar 3 pontos do Cruzeiro e dar 3 ao Corinthians seria uma ajuda brutal ao seu maior rival na conquista do título.  E assim aconteceu.

Com todos os motivos do mundo, afinal,  o SPFC fez seu dever em tentar ganhar do Cruzeiro.

Dever este que deve desaparecer diante do Flu. E aí, como já sabemos, os pontos corridos e os times de férias determinarão o resultado do Brasileirão.

abs,
RicaPerrone