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Indiscutível

Não me seduz. Não acho 60% do que alguns dizem ser. Mas é fato que a safra espanhola é forte, que os 11 titulares são altamente competitivos e bem entrosados e que são, hoje, uma das 4 melhores seleções do mundo.

Contesta-se a forma, um ou outro exagero. Não é possível discutir quando uma seleção sem grande camisa ganha 2 Euros e uma Copa. Sendo que esta final foi contra a Itália, de camisa bem mais representativa.

Seu time era comum, verdade. Mas mesmo assim é a Itália.

Eu esperava uma pipocada espanhola, afinal, Itália não é Holanda. Mas não aconteceu.

4×0 também não reflete o jogo. A Espanha pouco fez, mas fez. E no fim, transformou uma vitória numa goleada, aliada ao “fim de feira” da zaga italiana já derrotada.

Se discute muita coisa no futebol. Mas não se discute um 4×0 numa decisão.

Parabéns a Espanha pelo título e pela personalidade de vencer quem venceu.

A quem achar que este futebol de toque de lado e 3 tiros certeiros é encantador, lamento. Competente, reconheço. Mas não acho bonito e não tenho prazer em ver.

Sendo de uma seleção recém promovida a não mais coadjuvante, é justo.

Da Euro sai, de novo, uma Itália competitiva, uma Espanha pronta e uma Alemanha quase lá. O resto, pelo que vi, é resto.

Muda um detalhe ou outro, aparece uma Espanha a cada 20 anos. Mas no final acaba sempre em Brasil, Itália ou Alemanha.

A Espanha não tem um grande futebol, nem uma grande perspectiva. Tem um grande time, e vai passar.

Se vem outro, só o tempo. Mas ao contrário dos gigantes Brasil, Itália e Alemanha, ainda não sabemos se é safra ou se veio pra ficar.

Enquanto está lá, aplaudimos.

Afinal, não se discute 4×0.

abs,
RicaPerrone