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Identidade

Paulo Henrique Ganso é o mesmo sujeito que me faz ligar a tv pra assistir a um jogo e o que me faz querer atirar o controle remoto na tela.

É o jogador que me remete a um futebol adorável e com a nossa cara, o mesmo que o clube esqueceu de 2006 a 2008 pra levantar canecos sem brilho e com muita raça.

Ganso dá ao São Paulo algo esquecido desde então: brilhantismo.

Quando penso na seleção eu logo imagino um camisa 10 como ele. Quando torço pra seleção, tenho dúvidas se aguento a irregularidade dele.

Mas quando lembro o quanto gosto de futebol, Paulo Henrique Ganso me dá motiva a continuar.

É um maestro como há tempos não produzimos. Irregular e problemático como a maioria deles, é verdade. Mas ainda assim, um cara que te faz olhar pro jogo quando a bola chega nele.

O gol contra o Santos é artístico. Não tem fins minimalistas como o de “vencer a todo custo”. É um gol brasileiro.

As vezes eu queria sentar com Ganso, Adriano, Ronaldinho, Jobson e tanta gente só pra explicar que se eles quisessem, seríamos ainda o número 1 jogando a bola que sempre jogamos sem ter que aturar essa busca por uma nova identidade.

Nossa identidade é técnica. Nosso futebol é o futebol de Paulo Henrique. E as vezes eu chego ao ponto de nem me importar com sua irregularidade só pela perspectiva de vê-lo de amarelo fazendo isso diante daquelas defesas adoradas que correm o tempo todo fechando espaços.

Qualquer um fecha espaços.

Ganso é o que sobrou, ou ainda o que pode inspirar a busca pela não extinção do nosso futebol.

Eu odeio adorar ver o Ganso jogar.

abs,
RicaPerrone

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