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História

O ser humano tem o péssimo hábito de só reconhecer a grandeza do que vê quando acaba. Seja pela morte, a aposentadoria, o fim de um evento, na verdade somos quase sempre incapazes de reconhecer o privilégio que estamos tendo diante dos nossos olhos.

Até que vira história, e então damos valor e passamos a eternidade declarando saudades e orgulho de ter visto.

Neymar tem 22 anos, completou hoje 40 gols pela seleção brasileira, se tornou o quinto maior da história, já fez mais da metade dos gols de Pelé, e ainda muito jovem passa dos 200 gols na carreira.

Os 4 gols no Japão foram apenas mais 4 entre os possíveis mil que um dia terá feito. Mas quantas vezes presenciaremos um Neymar jogar futebol?

Vivemos Ronaldo, Romário e os contestamos até o último jogo.  Pela barriga, pelas baladas, sempre um “porém”, mero prazer em ser azedo.  No Brasil, fazer sucesso é anti ético.

Neymar, portanto, faltará com a ética em doses inaceitáveis pelos próximos 12 ou 14 anos. E é melhor convivermos com isso sorrindo do que tentando negar. Estamos sim diante de um novo “top 5” do futebol mundial.  Não diria que um Pelé, mas um cometa raro que numa vida dificilmente veremos dois.

Se pela direita, pela esquerda, cavando faltas, caindo demais ou não. Pouco importa.  Em alguns anos você contará pra seus netos ou filhos que viu Neymar fazer o que está fazendo.

E muita gente, como quem filma um grande momento pro instagram ao invés de vivê-lo, está olhando pro cometa como se fosse só mais uma estrelinha.  E não é. Nem a olho nu.

Viva Neymar. De todas as formas.

abs,
RicaPerrone

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