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Há ou não uma segunda chance?

Embora haja muito clubismo nessa discussão, a contratação do goleiro Bruno não devia ser um debate esportivo.  Estamos diante de um dilema bem delicado e que qualquer julgamento radical será injusto.

É papel da sociedade rejeitar pra sempre alguém condenado pela justiça e solto também por ela? Ou a tal segunda chance que pregamos aos domingos de manhã enquanto nos fazemos de santo não cabe se não gostarmos do criminoso?

Bruno está envolvido num crime sério, mas cheio de problemas legais desde 2010. Qualquer advogado na época alertava que isso não seria tão simples e claro porque não havia corpo. Eu não sou advogado, 99% de vocês também não, então não vamos perder tempo na discussão se devia estar solto ou preso.

Meu ponto é o julgamento contra o Boa Esporte, clube que o anunciou hoje.

Vamos chegar a um acordo. Ou temos pena de morte em vida, que seria o caso, ou temos o direito a uma chance. As duas coisas não dá.  O Bruno solto, sob a justiça, tem o direito de trabalhar e recomeçar. Porque um clube não deve contrata-lo sendo ele um grande goleiro?

Porque ele é bandido! Tá, mas se ele foi solto e está apto a trabalhar, é papel do clube julgar isso? Ou pior ainda, é nosso papel determinar quem merece ou não uma chance?  É nessa linha? Se for nosso parente, chance. Se for famoso, talvez. Se for jogador do outro time, pena de morte?

Eu não quero sugerir sequer uma discussão sobre a culpa ou não do Bruno. Eu tenho a minha opinião e dá até preguiça expor aqui pela ignorancia usada no debate. Mas se ele está solto, porque é um “absurdo” que alguém lhe dê uma chance?

Nós preferimos que ele fique livre marginalizado ou que se recupere e se torne um cidadão melhor?

Não há terceira opção. Ele está solto e é sua opinião ou a minha que vai mudar isso. Diante disso, não é melhor tê-lo trabalhando honestamente do que marginalizado piorando a cabeça já não muito boa?

abs,
RicaPerrone