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Frescurinha sem tamanho

O Flamengo pode, e não é ironico, ligar pro Kleber e  lhe perguntar quanto ele quer pra trocar de clube. Pode, porque eu também posso ligar pra um funcionário do meu concorrente e fazer o mesmo, é o mercado.

E você, puto ou feliz em seu trabalho, também tem o direito de receber uma oferta pra trocar de empresa. É a vida, é o normal. Não tem como e não pode ser diferente.

Quando o Flamengo procurou Kleber fez o que é natural ser feito. E fez as claras, o que é tão natural e transparente quanto ingenuo.  Mas fez.

Hoje o Palmeiras pode ter feito parecido com Ronaldinho, e o Flamengo reclama.

Não consigo entender bem onde entra o tal “aliciamento” no futebol.

Se o Palmeiras por um acaso acertou algo com o Ronaldinho, natural. É do jogo.

O errado em dizer numa reunião de grupo que “não pensava em sair e que não faria nada sobre o atraso da grana” é o Ronaldinho, mas não por cometer um crime e sim por ser mentiroso.

Você pode ficar chateado com o Palmeiras caso eles digam que não e tenham de fato falado ou acertado com o jogador. Mas não pode acusa-lo, processa-lo ou ir na mídia fazer ceninha.

Se de fato o Palmeiras acertou tudo com Ronaldinho, cabe ao Flamengo ficar calado e se sentir com óbvia liberdade de amanhã ligar pra um jogador do Palmeiras se o quiser. Talvez sem a transparência do caso Kleber, que confesso ter achado até “transparente demais”.

Quer mandar um e-mail pro Palmeiras? Mande, mas mande avisando ao “co-irmão” o tamanho da cagada que está pensando em fazer. Não acusando ou ameaçando de processo.

Sem sentido, sem motivo, sem futuro.

A diretoria do Flamengo está assistindo Rugby achando que é Ginástica.

Funciona assim, e vocês sabem disso. Ao reclamar foi “frescurinha”. Se continuar reclamando e falando em processar, vira marketing pra torcida.

Esquece. Pra sorte rubro-negra, o Ronaldinho se foi. Pra seu azar, foi cobrando e não devendo.

Aí sim, fruto de uma mentira contada a diretoria de futebol há alguns dias pelo próprio jogador.

Mas nem isso cabe nada além de chororo. Afinal, sabemos como poucos, que no futebol o que se fala não se escreve.

abs,
RicaPerrone