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Fogão derruba o invicto Flamengo

Há meses sem perder, o Flamengo entrou em campo para “engolir” o Botafogo. Era o que todos diziam, até com alguma razão, já que os 11 jogadores do Flamengo são melhores do que os 11 do Botafogo, seja qual for a posição. Mas, futebol é futebol. E camisa também ganha jogo.

O Flamengo não enfrentou um time da série C. Era um clássico, e todos sabem que em clássico as duas camisas costumam jogar mais do que o time, as vezes. O Fla mandou no jogo, criou,  jogou bem melhor. Mas era futebol, e quem fez 2 venceu.

Aí virão teses e mais teses. O carnaval, a sapucaí, aquela merda toda que adoram falar dos times do Rio. Sinceramente, sou a favor das regalias aos diferenciados. Em todas as áreas da vida é assim, e é muita hipocrisia no futebol tentarem ser diferentes.

O “diferente” tem, quase sempre, algum tratamento diferente. Na sua casa, na sua empresa, na sua vizinhança e portanto no seu time.

O carnaval não mudou nada. O time foi melhor o tempo todo, e perdeu pelos mesmos motivos que sofreu tantos gols na temporada. O time cria, arrisca, joga bem, mas se defende muito mal.

O Botafogo, que se defendeu bem, armou muito mal e jogou pouco, teve um mérito indiscutivel: Ele soube quem era o tempo todo.

Não achou que tinha um timaço, soube manter a calma e entendeu que se fosse pro jogo franco, perderia, e feio. Isso é incomum em clássicos, mas hoje era o caso.

Fez 2 gols em raros ataques que encaixou. A zaga do Flamengo segue uma bagunça, e o time do Botafogo fez uso do tal “impoderável” que ele tanto gosta para vencer.

Sem apito, cumprindo o que foi proposto desde o inicio, e portanto, merecido.

Não gosto desse futebol, e acho que ninguém gosta. Mas, em casos extremos, onde o rival é muito mais forte, é aceitável. O que não pode é transformar este estilo de jogo “covarde” numa filosofia. Pode ser uma arma do acaso, não uma regra.

A final promete. A revanche do 6×0, sem favoritos.

Até porque, os favoritos estão eliminados.

abs,
RicaPerrone