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Estréia marcada

É incontestável o poder de reza do tal Papa.  Desde que assumiu, até a seleção argentina consegue ir longe.  Há 24 anos sem chegar nas semi, conseguiram sem ainda ter um jogo de estréia.

Se há uma trave abençoada é a deles.

Depois, jogando bem pouquinho, só enfrentaram adversários absolutamente insignificantes no cenário internacional.

Mas chegaram. E aqui, convenhamos, não jogam por uma Copa, mas sim por um atalho.  Eles sabem que jamais poderão discutir futebol com brasileiros e levar vantagem. Mas tal qual o Uruguai, também sabem que as vezes uma só vitória falará tão alto quanto todas as demais do adversário.

Uma Copa aqui, no Maracanã, vencida por eles, os colocaria num patamar bem menos “comum” que o atual.  Passariam a ter uma copa honesta (até aqui) e finalmente poderiam ter algo a nos jogar na cara.

A Copa das Copas é pra eles. Jogarão a vida, mesmo que até aqui não tenha sido testada.

Suiça, Bósnia, Nigéria eliminada, Irã, agora a Bélgica.  Vem aí a Holanda, cansa, talvez até em crise no grupo pelo polêmico ato do treinador no final da prorrogação ao trocar de goleiro. Mas, enfim, um adversário.

Nas últimas Copas toda vez que a Argentina jogou uma partida contra um grande, perdeu.

O Papa pode ser forte, mas não é Deus.

E Deus, vocês sabem sua cidadania.

abs,
RicaPerrone

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