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Então já era

São 120 anos de futebol no Brasil. Das coisas básicas que ele nos ensina, decoramos o pênalti, o impedimento, a regra de jogar com os pés e outras verdades absolutas que repetimos feito papagaios desde então.

“Quem não faz, toma”. “Clássico é clássico”.  “O jogo só termina quando acaba”, entre outras tantas.

Quando Palmeiras e Santos sairam pra final da Copa do Brasil eu vi o Palmeiras começar a ganhar o título no minuto seguinte.

“O Santos vai atropelar”.  “Goleada”. “Massacre”. “Sem chance”.

Vi jornalistas “cravando” em rede social que o Santos era campeão da Copa do Brasil. E vi um placar de 1×0 no jogo de ida que passa longe de significar algo resolvido. Ainda mais contra um Palmeiras.

Cada dia que passava antes da decisão eu tinha mais certeza que daria Palmeiras. Não porque o Santos tenha culpa no oba oba que fizeram com ele, mas porque o futebol se ofende e as vezes precisa se impor.

O futebol hoje era palmeirense.

Ele queria mais uma vez explicar que nós o amamos por não sabermos o que esperar dele, não porque ele é previsível, óbvio e justo.

Calado,  o Palmeiras assistiu a toda preparação para a festa do Santos. Cada virgula colocada na mídia motivava o Palmeiras e invertia o cenário do jogo.

Pobre Santos, encurralado por um adversário que nem estava na disputa.  Mas que acabou sendo decisivo.

O Palmeiras não entrou em campo hoje pra jogar uma partida. Entrou pra defender sua honra, pra calar a boca de muita gente e pra passar por cima de qualquer limitação que pudesse lhe atrapalhar.

O Santos não entendeu. Aqueles garotos pareciam olhar em volta sem conseguir dimensionar o que era aquele estádio cheio numa decisão contra eles.

Como é grande esse Palmeiras de perto, né?  Pelo jornal parecia tão menor…

abs,
RicaPerrone

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