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Ei, Galvão….

Eu sei, também me empolgo em estádios e ginásios lotados onde deixo de ser uma voz insignificante e passo a ser parte de algo grandioso.

Entendo o clima, o defendo, acho normal que a mãe do juiz seja, por 90 minutos, um termo e não uma pessoa. Acho que todo jogador rival é “viado” até que a partida termine, e isso não tem nada a ver com gostar de meninos ou meninas.

Acho, no entanto, que desde a chegada da internet é quase um crime não agredir o sucesso alheio. Galvão, o maior nome do esporte na mídia brasileira em todos os tempos, não pode passar sem ser notado.

Odiado, adorado, e só aqui, em alguns casos desrespeitados.

Antes da web, antes dos mimadinhos de condominio tomarem conta da opinião das massas, Galvão recebia no máximo um pedido de autógrafo, um grito de “pé frio”, ou algo mais “natural”, conforme a profissão nos expõe.

Um coro, no ar, num ambiente que o sujeito sempre foi a voz que levou até sua casa, pelo mero prazer de menosprezar e humilhar, não acho muito normal.

Entendo, juro por Deus! Eu convivo todos os dias com inveja, gente mediocre que não sai do lugar e ataca os métodos de quem consegue. O sucesso de uns é o espelho do fracasso de outros. Eu não sou um sucesso, mas ao lado de alguém medíocre, me torno. Acontece com todo ser humano. Perto de uma pizza uma esfiha é só uma esfiha.  Sozinha, é um bom “salgado”.

Galvão se propôs a narrar. No que faz, goste você ou não, é um gênio.  Se isso lhe dá o direito de não gostar, em momento algum a tal democracia dá o direito de agredir o sujeito.

Galvão não joga contra seu time, não te agride, não te ameaça e não te ofende. Não acredita no que ouve, pois tem dados e números suficientes pra saber que é um absoluto sucesso, não o contrário orquestrado pela geração “reclamo de tudo” virtual.

Exaltar algo é pra pessoas seguras. Menosprezar, pra quem tem dificuldade em aceitar o sucesso alheio. Hoje, numa rede social, são raros os comentários que não estejam minimizando o sucesso de alguém ou massacrando um erro de alguém mais conhecido que o autor da pancada.

É um jogo. Você brilha, nós ficamos sentados tentando apagar seu brilho.

Galvão foi narrar UFC, esporte que ajudou a colocar com destaque na emissora, onde é respeitadíssimo pelos lutadores e pessoas do meio exatamente pelo respeito e busca de informações que teve para poder levar até nós.

Ame-o, odeie-o, é seu direito. Ofende-lo, fazer uso de uma turminha maior pra humilhar um profissional enquanto ele trabalha (e não compete com voce) não é divertido.

É medíocre.

abs,
RicaPerrone