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É tudo “nosso”?

O cenário é ridículo. Chega a ser engraçado. O Governo do Rio de Janeiro tem um estádio parado nas mãos de uma empresa atolada na merda até o pescoço e por política força Flamengo e Fluminense a pensarem em criar seus próprios estádios e transformar o problema atual em eterno.

A burrice é gritante. É quase o caso do Engenhão que foi interditado sem explicações aceitáveis para forçar nego a aceitar o Maracanã em acordo com a máfia da Odebrecht. Paga o Botafogo, paga o torcedor, a população, as contas públicas, o estádio, a cultura, o patrimonio, Flamengo, Fluminense e…. a gente faz no máximo uma  hastag no twitter.

O mau do brasileiro é brigar contra a obra e não contra o mau uso dela. O Maracanã não é um “elefante branco” e nem foi ruim te-lo reformado. O que fazem com ele é o problema.  Nós somos da burra filosofia de que é melhor não fazer uma ponte porque o governo vai roubar ao invés de querer a ponte e tentar impedir o roubo.

O Maracanã tem que ser tomado por Flamengo e Fluminense como um traficante toma uma boca de fumo.  Nós, torcedores, amantes do futebol, devíamos nos mobilizar por isso e fazer algo grande até que se resolva.

Mas convenhamos, e é claro que tem sua lógica, se a gente não faz isso por hospitais, o que dirá por um estádio abandonado.

O que me agride a inteligencia não é nem o fato da política parar o estádio, mas sim o governo abrir mão de ter um entretenimento para a população aos finais de semana e se blindar das outras mil bobagens que faz. Ou seja, além de ruins são burros.

É o típico ladrão de bancos preso porque urinou na rua de madrugada.  Ou porque comprou pedalinhos… tanto faz.

abs,
RicaPerrone