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É tapetão!

Vou escrever antes para que após a decisão da LIESA não pareça um “deboche” menos ainda um “chororô”.  É preciso entendimento para julgar as coisas, ética para saber perder quando se perdeu de fato e humildade quando a justiça não está a seu favor.

A justiça é algo que todos nós pregamos desde que não nos leve a derrota.

Infelizmente o carnaval gera paixão semelhante ao futebol e por isso as pessoas são tomadas pelo sentimento e ignoram as coisas, deturpam os fatos e buscam um motivo para “fingir” estarem ponderando sobre algo que na realidade estão apenas torcendo.

O que houve de fato é simples explicar. Difícil querer entender.

A Mocidade mandou, como todas as escolas, o guia do desfile para os jurados. Houve alteração nele, dentro do prazo, tudo direitinho, com recibo da LIGA, etc.  A LIGA entregou uma cópia errada pro jurado. E pela informação errada ele descontou um décimo que não existia.

Nao é um erro de jurado. Não é um erro de interpretação. Menos ainda da escola. É um erro do carnaval para com a Mocidade. E isso foge de qualquer chororô convencional por nota. Existem diversas notas contestáveis ao longo da história que tiraram títulos para lá e para cá.  Mas isso é critério.

O que houve foi um erro da LIGA internamente que tirou um título da Mocidade. Título que não seria dividido, diga-se.

Como uma boa co-irmã do carnaval, a escola quer sua parte na receita de campeã e se possível o reconhecimento do título que conquistou sozinha. Mas por respeito, não sugeriu tirar da Portela. Sugeriu dividir com ela, porque mesmo sendo a campeã de fato, a Portela não tem culpa e também é vítima do erro.

Só que vitima a favor. E quando o erro nos ajuda, minimizamos o erro. Porque somos assim, passionais. E eu entendo, respeito, embora tenha profundo desprezo por figuras como a do carnavalesco sem raiz que debocha do “choro” sendo ele um dos maiores chorões desta avenida quando perde.

É tapetão! Dizem.

E se o título ficar em Padre Miguel, ainda assim, seremos lesados por não termos tido a festa na hora certa, da maneira certa e com o reconhecimento correto pelo trabalho bem feito.

Será tapetão?

Será.

Porque se há um carnaval onde a imagem dele será um tapete, é esse. Mas ele voava na comissão de frente com Alladin sobre ele encantando a Sapucaí e arrancando os gritos dignos, merecidos e por direito de “é campeã”.

Porque fomos. Somos. E o “tapetão” foi o maior momento do carnaval de 2017.

Abs,
RicaPerrone