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É como que um favor

A última vez que eu vi o São Paulo entrar em campo e jogar futebol porque queria foi em 2005. Talvez em alguns jogos do começo de 2006, ainda embalados pelo grupo fantástico campeão do mundo.

Mas em seguida o pragmatismo deu resultados, o SPFC se “Parreirizou” e focou sua existência no ganhar ou ganhar.  Funciona, mas não encanta.  A bola entra, mas não estufa a rede. O caneco vem, mas não marca.

Quem viu 2005 sabe do que estou falando. A soma dos 3 brasileiros não tiveram o brilho daquele time da Libertadores, que jogava rindo, indo pra cima, que fazia gol por tesão e não por obrigação.

Já trocaram 200 treinadores, até presidentes. Nada faz o São Paulo voltar a jogar futebol como que por vocação.  A impressão que se tem há anos e anos é que eles vão jogar porque mandaram.

Venceu, 2×0. Legal.  Diria o Luxemburgo, “é pica sonsa”. E não estou falando de dar carrinho. É outra coisa.

Não te dá raiva, nem um puta prazer. Te deixa ali, meio feliz, meio puto, meio esperando mais, meio satisfeito. Meio. Tudo meio.

Que te falta pra entender que futebol não é só resultado, Tricolor? Ainda mais você, que nunca priorizou as taças ganhas mas sim o respeito conquistado.

Tanto faz. Vai classificar, talvez até seja campeão. Mas… não marca. Não acha um time que te remeta a uma característica especial.

Nem eu sei explicar. Como eles poderiam entender? Foda-se.

abs,
RicaPerrone