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… e acabou!

Amanheceu e havia carros demais na rua. Assustado olhei em volta e notei que as pessoas não estão mais fantasiadas. Já era 10 da manhã e ninguém estava bêbado cantando no metrô.

Na rua um apito. Paradinha?! Alô bateria! Não… era um guarda mesmo organizando o cruzamento.

“Oh o gás!”, ouvi! Me animei.  Era, de fato, o gás.  Que frustração!

Via pessoas de uniforme e sorria tentando tirar delas a verdade. Mas não, eram mesmo funcionários. Jurava que o frentista do Ipiranga era um folião fantasiado, mas não. Ele enchia o tanque e calibrava pneus. Ninguém leva tão a sério…

Ligo a TV: crise! Que crise? De que diabos vocês estão falando?  Temer. Quem é Temer?

Que horas são? Tô perdido.

– Dez! –  alguém responde.

“Puta que pariu, vamos voltar nas campeãs”, penso.

Porque as pessoas não estão mais rindo a toa? Cadê todo mundo? Porque não toca nada de fundo?

Abro a internet, não tem bloco, nem textão de nego chato reclamando do povo estar feliz em meio a tantos problemas no mundo.

Queria estar em Madureira. Lá, no “lugar dele”, deve estar maneiro mesmo sendo dia útil. Até porque desconfio que os resultados da apuração tenham indicado que em 2016 todo dia foi bem útil naquele lugar.

Me rendo. Vou trabalhar. Foda-se.

Superamos o Collor, a varíola, o PT, a poliomielite, o 7×1… porque não superaríamos esta segunda-feira?

Faltam só 339 dias para o carnaval 2018.

abs,
RicaPerrone