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Sorte, competência e aplausos

Cuca é azarado, dizem. Eu não acredito em azar, logo, acredito que ele tenha uma leve deficiência ainda não detectável que o impede de decolar. Como técnico que monta times, como sujeito e como salvador da pátria, é top de linha.

Hoje, no Engenhão, só deu ele. Dos aplausos emocionantes da torcida rival, a sorte nos gols achados do primeiro tempo a competência da postura tática do segundo.

Cuca viveu um dia especial, não tenho dúvida alguma.

O torcedor do Flu está chateado, o time foi mal, achei também que o Abel poderia ter ousado um pouco mais e evitado certos titulares. Mas, é covarde enxergar apenas os erros do Tricolor e não tocar o sistema de marcação quase perfeito do Galo.

Em 45 minutos, a sorte. O Atlético foi ao ataque 2 vezes, e fez 2 gols. Foi ameaçado umas 20, e a bola não entrou. Até ali, era sorte.

Dali pra frente, foi alta competência do Cuca.

A marcação do Galo era nítida. Sobravam os dois zagueiros e a marcação homem a homem em todo resto, deixando apenas os dois zagueiros do Flu livres.  Não tinha como entrar, pois o Atlético abriu mão de atacar descaradamente.

Atitude que condeno, mas num caso desesperador como este, entendo. Não posso cobrar nada de um time que luta pra não cair. Ele precisa pontuar e só.

Abel mudou, colocou Araújo e depois Souza. Quando o fez, e tinha uma leve esperança de reverter, viu Cuca colocar Richarlyson em cima do Mariano e brilhantemente anular a única jogada lúcida do Flu.

Sem Fred, Deco e Rafael Moura, o Flu não podia mais cruzar na área. Não conseguia entrar tabelando, era bem marcado e sem inspiração.

O Atlético saiu do primeiro tempo como um time sortudo, mas saiu do jogo como um time competente e comprometido que, hoje, mereceu a vitória.

Erros do Flu? Sim, é claro.

Mas os inegáveis méritos do Galo devem ficar, nesta noite, especialmente no segundo tempo, acima disso.

abs,
RicaPerrone