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Covardes!

Futebol é um esporte com regras simples que o tornam popular. Com 1 bola, 2 traves e um número par de jogadores, está feita uma partida.

Parte-se do princípio que a igualdade numérica equilibra as ações. Assim sendo, quando vamos escolher o time na rua, para não haver injustiça, escolhe um de cada vez, alternando.

O Fluminense não quer brincar. Não sabe, é “mimadinho”, “dono da bola”.  Resolve quando começa e quando termina.

Não é um time retranqueiro, muito menos que dá gosto de ver jogar. Não joga feio, joga pouco.

Não fica dependente de uma jogada, mas tenta o tempo todo encontrar “a jogada”.  Não prende, não toca, não pensa. Pega, olha e atira.

O tempo todo mirando o peito do rival, até que uma das balas mate-o.

Rivais que as vezes estão com facão, canivetes, até alguma arma parecida. Mas nenhuma com tantas balas, menos ainda com tamanha precisão.

Se engana quem pensa que a falta de brilho do Flu está em “correr dos tiros rivais”.  Ele não se acovarda, apenas força um tiro certeiro o tempo todo, até matar.

Não pressiona, não sufoca, nem tortura. Só mata.

Covarde, usa de mais balas, armas melhores e parece “matar” quando bem entende.

Temido, não a toa, nem ao acaso. Por entender que em terra que Rato vira maestro é porque a orquestra não precisa de muita instrução. Assim sendo, se cercou de qualidade.

Se não brilha um, brilha outro. Uma hora a chance aparece e, mesmo que um erre na primeira, outro acerta na segunda.

É um covarde. Trava lutas desiguais, mas por lógica, as vence.

A irritante certeza que ronda a arquibancada já contagiou o campo, ou vice-versa. “Uma hora ela entra”.

E quando entra, resolve.

Faltam 10. E ela segue entrando.

abs,
RicaPerrone