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Convocação

A discussão “deveria ir ou não” para alguém chamado pela seleção de seu país não me cai bem.  A idéia do “convite” em si já não me parece muito aceitável, partindo do princípio que estar ali é o máximo que você pode chegar na sua carreira. Representar um país. O seu país.

No Brasil trata-se a seleção com muita burrice, atrelando politica, CBF, Del Nero, Marin, como se esses caras tivessem algo a ver com o que amamos, que é o campo.  Mesmo critério que nunca será utilizado pelos mesmos para clube pois morreriam de fome sem audiencia.

Enfim.

Pra mim Bauza foi convocado. Ponto final. É assim que se trata um chamado para representar seu país.  Eu não gosto do futebol argentino, aliás, torço contra eles até em campeonato de cuspe a distancia.  Mas eles tem um sentimento de orgulho próprio bem maior que o nosso.  Lá tem AFA, crise, fila, a porra toda e ninguém vira a carinha pra seleção pra se fazer de macho na rede social, menos ainda compra a camisa do Brasil e sai igual uma gazela na rua.

Bauza não tomou decisão alguma. Fez o óbvio. E querer questionar a posição de um homem que se presta a seu país é no mínimo estupido.

Acho um treinador comum. Sulamericano típico, retranqueiro, dependente do individual e que joga com regulamento na mão. Mas pra eles, que não ganham nada e precisam do meio a zero de bola parada, tá ótimo.

Para o São Paulo, eu buscaria algo na base ou Diniz. Ficarei surpreso e chateado se encontrar Luxemburgo, Abel, Roth, Leão ou coisas do tipo pela frente.  Não porque não gosto, mas porque não vão me surpreender.

Má sorte, Bauza! Que você perca tudo, entre em crise e tenha os piores anos profissionais de sua carreira. É o que desejo como brasileiro, tal qual você me desejaria como argentino.  E segue o jogo. Porque a graça do jogo é essa.

abs,
RicaPerrone

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