Archive for São Paulo FC
Uma noite de sonho
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Em 31 anos de vida, não me lembro de ter passado uma semana sem assistir a um jogo. Se não tivesse, eu assistia video tape. Ontem, fazendo as contas com a patroa, descobri que assisto entre 400 e 500 jogos por ano atualmente. Um absurdo, concordo.
Lembro de muitos deles por profissão. Alguns deles por curiosidades ou detalhes. Mas nenhum deles chega perto daqueles que vi garoto, torcedor, sem ter que analisar nada. E hoje vou contar a história de um deles. SPFC x Guarani, 1986, final do Brasileirão.
Ao longo destes mais de 13 anos de jornalismo, perdi uma coisa muito valiosa e ganhei outra que vale tanto quanto. Deixei de ser um torcedor fanático, sequer faço questão de acompanhar meu time se tiver outro bom jogo acontecendo. Mas, ganhei o interesse pelos outros clubes.
Um dia posto sobre como tudo isso foi acontecendo e o quanto me é estranho ainda ver família e amigos ligando pra comemorar uma defesa do Ceni, enquanto assisto Flu x Bota sem nem saber direito quanto está o jogo do SP. É uma longa história. rs
Mas, naquele dia, que não me recordo se foi quarta, quinta ou domingo, eu tive uma noite especial pra qualquer torcedor.
Eu já estava de pijama, tinha 8 anos. Pronto para dormir, quando o Careca fez o gol salvador. Comemorei ao lado do meu pai e do meu irmão na sala, pulamos, fizemos festa e, na euforia, ouvimos a informação na TV: “O time do SP vai direto pro Morumbi, sem nem tomar banho”.
Imediatamente arrumamos uma roupa e fomos ao estádio. Eu, meu pai, minha mãe e meu irmão. Chegamos lá, acho que o time ainda estava em Campinas. E ali, onde entra o onibus (portao 1), ficamos esperando.
Não havia ninguem ainda. E as pessoas foram chegando e a gente no carro, ouvindo rádio esperando pra saber onde eles estavam e quando chegariam.
Foram horas de espera, até que o time chegou. E quando chegou, não havia multidão de torcedores, mas sim multidão de sócios com acesso ao lado de dentro do saguão. Eu era sócio, e quando o time chegou comecei a implorar pro meu pai que queria ver o Careca, meu ídolo na época.
O coitado me meteu no ombro e, no meio daquela muvuca, foi metendo cotovelada até chegar perto dele. Careca estava nos ombros de alguém, e eu fui chegando por cima das pessoas até ele.
Foram minutos que, hoje, sabendo do perigo de esmagamento que meu pai sofria ali embaixo, não teria sequer pedido. rs
Até que, num esforço final, meu pai conseguiu empurrar o ombro pra frente até que eu encostasse a mão nas mãos do Careca. Ele havia feito o gol do titulo há cerca de 3 ou 4 horas. E eu ali, chorando de emoção em ver meu ídolo de perto, dividindo uma pontinha do dedo dele com mais algumas pessoas que queriam o mesmo.
Mais ao lado, Gilmar.
Meu pai já queria me descer e eu pedi: “Me leva no Gilmar!!! No Gilmar”.
E lá foi o coitado, comigo nos ombros, até o goleirão.
Nele cheguei mais fácil, e dei um abraço de campeão. Ídolo!!!
Quando meu pai me botou no chão eu já não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Só tinha aquela alegria absurda de criança quando chega perto de um ídolo.
É muito bom! Quem conseguiu viver isso quando moleque sabe do que eu estou falando. Parece que estamos diante do super homem, que somos diferentes só por termos apertado a mão deles.
Na saída ainda consegui um autografo do Sidney e um do Bernardão.
Minha mãe e meu irmão no carro esperando, e eu ali no meio do povo pulando e gritando o nome de todos eles.
Foi um dia incrível, além de um jogo memorável.
São lembranças que não saem da minha cabeça. Dos milhares de jogos que vi depois disso, poucos me trazem tão forte a lembrança quanto este.
E não só pelo jogo, pelo gol, mas pelo que vivi após tudo isso.
Outro dia fui a um evento e dei de cara com Careca, Muller, Silas, Nelsinho, Oscar e Dario. Todos na mesa sentados, e eu junto, entrevistando eles todos pra ET.
Achei aquilo uma merda. Preferia estar no ombro do meu pai tentando me aproximar deles.
Bons tempos…
abs,
RicaPerrone
Números de Oeste 0×0 São Paulo
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O Tricolor foi até Araraquara encarar o Oeste. Jogando com um a mais boa parte do jogo, o SPFC não conseguiu vencer e ficou no 0×0. No final, ainda teve 2 expulsos.
Confira os números do jogo:
A polêmica Morumbi
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A polêmica Morumbi x FIFA continua. Toda semana o SPFC diz que está “tudo bem”, e a FIFA diz que não. Toda semana alguém insinua que é questão de grana, outros afirmam ser “esquema” pra ajudar não sei quem.
Fato é que o Morumbi tem problemas. E, se quiser sediar os jogos que pretende, precisa melhorar. Internamente, no clube, também há muita cobrança de conselheiros sobre o tema. E o blog teve acesso a elas.
O maior problema do estádio, segundo a FIFA disse ha alguns meses, é a área externa. Existem vários, mas esse é um dos maiores, já que a solução é quase impossível garantir.
Em fotos, fica notável o espaço em volta dos estádios cotados para jogos maiores e o espaço do Morumbi.
Enquanto a maioria deles tem lugar pra andar em volta, o Morumbi tem calçada e casas. A área que mostra na foto é o clube, e portanto, não dá pra usar. Derrubar as casas todas não depende do SPFC, logo, não há garantias.
Veja:
Morumbi
Maracanã
Fonte Nova
Fica bem claro o problema do espaço. O Morumbi termina na calçada, a metros do estádio. Os demais tem uma área bem maior em volta, que prometem reformar e deixar para circulação do torcedor na Copa.
Mas, além disso, existe a cobrança interna.
O clube está rachado. A oposição está rachada. E isso é tema para outro post.
Sobre o Morumbi, enviaram a seguinte carta ao presidente Juvenal Juvencio, ainda sem resposta.
EXMO. SR. PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DO
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
Os Conselheiros que este subscrevem, nos termos do disposto no Estatuto e no Regimento Interno, vêm, mui respeitosamente, REQUERER informações sobre as questões abaixo expostas, alusivas à perspectiva de reformas a serem procedidas em nosso Estádio Cícero Pompeu de Toledo, objetivando sediar jogos da Copa do Mundo no ano de 2014 :
1) Em notícia publicada no site do Clube, www.spfc.net/news, na edição do dia 10 deste mês, sob o título: “Morumbi é candidato a abertura da Copa”, foram, em síntese, prestadas seguintes informações:
“O São Paulo considerou um sucesso a apresentação do novo projeto do Morumbi à Fifa nesta terça feira em Zurique. Segundo o Diretor de marqueting do Clube, Adalberto Baptista, o estádio passou de reprovado a apto, até para a fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2014. O estádio não só está habilitado para a abertura da Copa de 2014, como se tornou candidato a uma das semifinais, disse o dirigente.”
2) No dia seguinte, 11/02, o mesmo site, sob o título “Feliz por avanço do Morumbi, Juvenal ironiza Brasília, BH e até o Rio”, destacou. “Satisfeita, a entidade (FIFA) sinalizou que o local pode receber uma das semifinais da Copa do Mundo de 2014 e, automaticamente, deu força ao clube na intenção de receber a abertura do evento. Pior para Brasília e Belo Horizonte, que foram ironizadas pelo presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio:- Nós estamos caminhando fortemente nesse processo. Todos os comentários, até agora, fizeram parte de um lobby. Brasília queria construir um estádio para 70 mil pessoas, quando a média de público lá é de 5 mil. Mas agora, na situação em que está, o Arruda, colocou água em seu projeto, ironizou o mandatário sãopaulino. . . . . .Recentemente, eu estive em, Belo Horizonte e. quando fui comer no hotel, reparei que o cardápio dizia ser o único cinco estrelas da cidade. Como que uma cidade que pretende receber a abertura da Copa do Mundo tem apenas um hotel de 5 estrelas, acrescentou o presidente tricolor . E, mais adiante ainda afirma: “O prazo para o início das obras nos estádios brasileiros da Copa do Mundo é 1º de março. No caso do Morumbi, o São Paulo já começou a fazer algumas ações. Mas nada grande ainda. Segundo o presidente, o cronograma será cumprido.”
3) Tal noticiário foi amplamente difundido e comentado pela mídia, merecendo regozijos e satisfações de sãopaulinos, mas também desconfianças de que se tornara mais difícil o Morumbi sediar o jogo de abertura, pois a Fifa teria se referido apenas a uma das semifinais.
4) Na última 6ª Feira, dia 19, o mesmo site, sob o título: “Fifa, de novo, critica a utilização do Morumbi na Copa do Mundo de 2014”, foi reproduzida entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, do secretário geral Jérôme Valcke, em que afirma: “O campo do São Paulo não tem condições de abrigar um jogo de semifinais do mundial e muito menos receber a abertura do torneio. . . .Não há como ter abertura lá e nem semifinal. . . .Ou há o compromisso de por dinheiro em um projeto ou a maior cidade do Brasil não terá jogos grandes. Se for investimento público ou privado, não cabe à Fifa decidir.” E mais adiante, concluiu: “O Secretário avisou que uma posição final deverá ser tomada até o início de 2012. O São Paulo tem dois anos para se adequar e, ai sim, convencer a Fifa”.
5) Preocupam-nos os fatos seqüentes e constantes que demonstram crescentes incompatibilidades de clubes de São Paulo, como Corinthians, Palmeiras e Santos, assim como as entidades FPF, a CBF e a própria FIFA, através de conhecidas manifestações de seus dirigentes, que vêm criticando nosso São Paulo Futebol Clube e mostrando-se contrariados por atitudes tidas como personalistas, irônicas, arrogantes e depreciativas, o que acaba de se repetir com relação às cidades que também pretendem sediar a abertura da Copa de 2014. Fatos dessa natureza, evidentemente, só podem dificultar nossas justas pretensões de atrair aliados na busca de a cidade de São Paulo sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014, no Morumbi.
6) Até por que não há de se pensar em evento dessa grandeza fora de São Paulo, na medida em que parece já ter sido decidido pela FIFA que o encerramento da Copa ocorrerá no Maracanã, mesmo sem a exigência de, sequer, terem aprovado oficialmente seu projeto de reforma do estádio, com exigências equivalentes às feitas ao Morumbi.
7) Por sua destacada e incomparável importância empresarial, econômica, social, política e desportiva no cenário nacional e internacional, a abertura da Copa não pode ser cogitada fora da cidade de São Paulo e o único estádio condigno é o Morumbi. O próprio equacionamento empresarial e econômico desse evento, talvez o espetáculo de maior movimentação financeira do mundo, não poderia buscar outro local. Daí não devamos permitir que se agravem eventuais incompatibilidades ou que fatos menores, ou atitudes mal posicionadas, criem dificuldades para essa solução absolutamente natural, ou seja, o Morumbi sediar a abertura desse incomparável acontecimento.
8) Face ao exposto, os Conselheiros abaixo assinados vêm requerer as seguintes informações à Presidência da Diretoria do Clube, a serem prestadas na forma estatutária, perante o E.Conselho Deliberativo
a) Qual a versão final, com memoriais explicativos, que o SPFC apresentou à FIFA, para adequação do Estádio do Morumbi às exigências da entidade, objetivando sua qualificação para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014?
b) Qual a estimativa de custos para a realização e conclusão das obras previstas, com respectivo cronograma físico financeiro?
c) Quais as etapas já cumpridas e a cumprir da apresentação desse projeto à FIFA e quais pronunciamentos oficiais da FIFA já havidos nesse processo, a par dos divulgados pelo site do Clube?
d) Quais obras e serviços já foram recentemente realizados no Morumbi em função de tais adequações? Qual o montante de recursos envolvidos, já realizados ou comprometidos?
e) Qual será o critério para a contratação das obras? Serão por etapas? Há processo licitatório?
f) Dentro das previsões de custos para esse fim, com quais recursos e suas fontes o Clube pretende contar para a consecução das obras e instalações?
g) Há no projeto previsão de extinção ou deslocamento de cadeiras cativas?
h) Se não houver prévia confirmação da FIFA de que, desde que cumpridas as exigências, a abertura da Copa do Mundo de 2014 será no Morumbi, o Clube pretende realizar o enorme investimento de recursos sem tais garantias?
i) A CBF mantém contatos oficiais com o Clube sobre essas exigências e compromisso de realização da abertura do evento no Morumbi. Em caso positivo, quais?
j) Qual a previsão de submeter à aprovação do Conselho Deliberativo os atos previstos nos artigos 50, inciso “j” e 86, parágrafo 2º do Estatuto Social, relativamente a esses fatos?
Termos em que, pede deferimento
São Paulo, 22 de fevereiro de 2010
Enfim, a encrenca é por ai.
De um lado a FIFA não aprova o Morumbi para grandes jogos. De outro, a diretoria diz que garante o estádio na semi e na abertura.
A oposição cobra. A situação não responde algumas destas dúvidas, como por exemplo a das cativas, que muito interessa a milhares.
E assim vai. Até que alguém resolva falar a verdade, coisa que duvidamos por conhecermos o futebol…
abs,
RicaPerrone
Calma, cocada!
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O Tricolor venceu por goleada. Não vi o jogo todo, pois assistia ao clássico no momento da partida. Vi os gols, os lances, e o auê. E, não gosto do que leio, apesar de adorar o que vi.
Fernandinho fez algo especial, sem dúvida! Merece todos os elogios, todo crédito de ter salvado o time de um futebol mediocre novamente. Mas, temo pela euforia. Que é até natural, ampliada pela carência de dribles que sente a torcida.
O sãopaulino não sabe o que é jogar bem ou jogar com alegria, dribles, lances bonitos há muito tempo. Ele acostumou-se com o futebol resultado e só. Por isso, a euforia em caso de uma jogada de maior efeito é naturalmente maior.
Me preocupa a euforia no Fernandinho.
Me incomodava antes dele estrear o fato de algumas pessoas, inclusive dirigentes do clube, andarem dizendo que ele seria a solução pro time em 2010. Ok, tomara que seja. Mas, convenhamos, não conheço ninguem que tenha visto 10 jogos do Barueri em 2009 para sequer poder fazer uma análise decente do rapaz.
Eu também não vi. Não sei o que esperar do sujeito.
Acho ponderável esperar algum tempo para o endeusamento. Não porque ele não mereça, ou porque eu duvide que ele venha a ser um craque. Mas por uma questão de lógica, de passado recente, é melhor ir devagar.
Fez 4, e vejamos.
Um jogador rápido, de contra-ataque. Entra com o time vencendo o mediocre Monte Azul, time do mesmo nivel daquele em que o Obina fez 5 outro dia. Pega o contra-golpe aberto e espaço para fazer tudo que sabe.
Brilhou, fez tudo que ele podia e que o mais otimista poderia prever.
Dez pro Fernandinho! Adorei o que vi.
Mas, calma.
O Tardelli estreou arrebentando, depois fez um de bicicleta no Maracanã, e na medida que endeusaram, morreu.
Idem pro Renatinho, ex-juniores. Idem pro Sergio Mota, entre tantos e tantos outros que rabiscaram bonito e deixaram o quadro vazio depois.
Fernandinho promete. Mas, por enquanto, só promete.
Ele não fará o J Wagner jogar, não levantará a cabeça do Pàraiba, não vai ensinar o Washington a chutar no gol e nem vai conseguir acordar o Hernanes.
Então, a ele o que cabe, por hora.
Apenas uma esperança de ter encontrado um bom atacante. Só. Pois se amanhã ele sumir do jogo contra o Nacional na Libertadores, será pipoqueiro. Né?
Depois, quem sabe, se provar, as glórias que cabem a um jogador decisivo de fato.
Boa sorte ao Fernandinho. Me impressionou bastante também.
abs,
RicaPerrone
A mesma praça, o mesmo banco…
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O SPFC comete, em 2010, os mesmos erros de 2009, 2008 e do começo de 2007. Joga mal, joga feio, com a diferença que, desta vez, ao contrário de muitas outras, a bola parada não tá entrando, e a defesa não está sendo praticamente insuperável, como foi durante estes anos todos. Não adiantou muito mudar o treinador, pois infelizmente o SPFC trocou um teimoso com moral por um educado sem grande qualidade.
Ele é bom, como o Muricy tem seus méritos também. Mas… nenhum deles é capaz de transformar um time robô num time de futebol. E quando uso o termo “futebol”, espero que a geração winning eleven pelo menos tenha visto em DVD e saiba o que é.
Futebol é o que o Santos tem jogado. É o que o Cruzeiro jogou em 2003, o que o Santos jogou em 2002, o que o SPFC jogou em 2005, o que o Palmeiras do Luxa jogou na década de 90, o que o Corinthians jogou em 98/99, entre outros vários exemplos de quem alia resultado a bom desempenho.
O SPFC, tricampeão brasileiro, ganha jogos. Jogar futebol, raramente.
Essa critica, que agora muitos fazem, é algo que repito desde janeiro de 2006, quando achei péssima a troca de Autuori por Muricy. Portanto, fico bem a vontade pra fazer na derrota, já que fiz as mesmas quando vencia.
A diferença é muito simples: A bola não entra. Só.
O futebol é quase o mesmo. Só que a critica é 100% feita sobre o resultado, o que não deveria ser. Se faz 1×0 lá e não toma, tá ótimo. Se toma, tá péssimo. E não funciona assim.
Os resultados são muito bons, indiscutivelmente. O futebol, porém, é muito fraco. E insisto: O que move a paixão não é a matemática, mas sim a emoção. Este futebol do SPFC, ganhando ou perdendo, não causa emoção a ninguem.
O atual, pior ainda. Pois as peças são de menor qualidade do que em outros anos. Imagine você que em 2008 o SPFC chegou a ter Adriano, Carlos Alberto, J Wagner, Dagoberto, Borges, Hernanes, Miranda, Alex Silva, R Ceni e ainda assim nao conseguiu jogar bola.
Não sei se isso tudo se deve só ao que o Muricy colocou neste time, se é questão também técnica ou se o próprio clube prefere ganhar com medo do que correr o risco de perder, só que jogando igual grande.
E jogar igual grande não é, nunca foi e nem nunca será se postar atrás e tentar achar um gol de contra-ataque ou de bola parada. Quem faz isso é time pequeno, e o SPFC não pode se submeter a isso, afinal, é um gigantesco clube brasileiro.
Agora, na questão tática do time, 2010 chega a ser preocupante. O time é uma contradição ambulante, e mesmo tendo o tal “melhor elenco do país”, não consegue sair disso.
O Paraiba fica “aberto” para dar opção. Eu custo a entender. A única coisa que ele sabe fazer é chutar no gol. E ele atua numa faixa do campo onde não haverá muito espaço pra bater. Ou seja, anula-se a rara qualidade do Paraíba, jogador que atua de cabeça baixa 90 minutos, e portanto não pode ser armador de time algum.
O Washington, coitado, é um trombador. Ele precisa receber pra empurrar pro gol, só. Mas, como do lado dele não tem nada e atrás não tem um meia pra enfiar as bolas, ele tem que dominar. E, de canela, ele erra todas as bolas. É um jogador que só se consagra se tiver que dar um toque na bola. Dois, já era. E o SPFC vem todo de trás, o que exige mais do que 2 toques do centroavante até que o time se aproxime.
O lateral esquerdo é meia. E não apoia muito. Não é veloz, logo, não tem linha de fundo. Não tendo, não usa sua principal arma, que é o passe. E assim sendo, mata a boa alternativa do crzuzamento do Jorge na cabeça do Washington.
Para que tudo isso aconteça, parece fundamental a qualquer treinador que jogue o Richarlyson. Volante, meia, lateral, zagueiro, tudo! Ele joga em todas. Corre uma barbaridade, até que acha que está jogando muito, resolve meter um passe de 3 dedos e afunda o time. Porque ninguém consegue dizer: “Richarlyson, você é só esforçado. Corre e só. Se tentar jogar, vira um jogadorzinho”. Mas não. Ele tenta, erra, e nada muda.
O Jean é lateral, volante, corre igual um maluco. Faz bem o papel dele. E, em tese, dá liberdade ao Hernanes. E não sei se isso é bom ou ruim.
Dar liberdade a um jogador nota 7 avaliado em nota 9 é perigoso. Ele pode achar que sabe mais do que sabe, ou então encostar a vida em 2 lances por jogo. E é o que vem acontecendo. Hernanes erra 20 passes de 3 metros por partida, aí, acerta um de 30 metros. Vai pros melhores momentos e ganha até prêmio. Durante 90 minutos, é um jogador a menos que o SPFC tem tido em campo. Mas não sai, nem a pau!
Um meia pode até sumir do jogo e só aparecer pra decidir. Um volante, não!
A defesa sofre com a saida do André, é natural. Vem aí o Alex pra resolver isso em breve.
O problema é a falta de passes, de jogada, de ousadia. Ninguem dribla, ninguem sorri, ninguem tenta algo novo.
Sinceramente, eu já começo a adotar a idéia de que seria bem interessante escalar Marlos, Henrique, Wellington, e dar chance. Não porque jogam mais do que os titulares, mas talvez porque queiram algo mais do que eles.
E assim, quem sabe, o SPFC volte a ser um time que ganha, perde, mas joga.
Não adianta enfiar 5 volantes e um atacante trombador no time, como terminou ontem. Não existe a menor possibilidade dos 5 volantes criarem uma jogada e chegarem ao gol com qualidade. Precisa de meias, de armação, de talento.
Correria é obrigação de jogador. Ter garra é o mínimo pelo que ganham. Precisa jogar, usar o talento, e não apenas o físico.
To de saco cheio de escrever isso. Mas, infelizmente, é a unica coisa que dá pra escrever quando acaba um jogo do SPFC. E não é de hoje.
Haja paciencia.
abs,
RicaPerrone
Do hotel, Alex Silva fala com o blog
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Direto do hotel tricolor, minutos após a derrota, conversei com Alex Silva pelo messenger. E fiz uma rápida entrevista com o zagueirão, que ainda não estreou pelo Tricolor neste seu retorno.
Ele contou que o time sabe que o desempenho está abaixo. E negou que o presidente tenha cobrado o time após o clássico.
Alex, qual o clima no vestiário após o jogo? O Ricardo Gomes fez algum contato com vocês? A equipe reagiu mal após mais uma derrota?
Olha, sobre o Ricardo não sei se ele falou com o Milton. O clima foi de todos os jogadores chateados com a derrota até por termos saido na frente e jogado bem. Tivemos maior posse de bola…
Qualé o papo entre vocês sobre a fase do time? Existe muita critica sobre a forma que o time vem jogando, principalmente no clássico. Vocês concordam que o time está muito abaixo ou acham que é apenas um momento ruim?
É começo de temporada onde entraram muitos jogadores novos e falta entrosamento ainda. Isso vem com o tempo. Sabemos que temos que melhorar, todos aqui tem qualidade e não podemos aceitar nosso momento. Todos tem que dar um algo a mais. E se não vai na técnica, temos que ir levando na vontade e na garra. Até porque o Brasileiro é longo, mas a Libertadores é curta, então não temos tempo. Temos que encaixar o mais rápido possível, mas cada um aqui dentro sabe que pode dar mais. Até porque somos o São Paulo, um time respeitado que oferece todas as condições de trabalho.
Dizem que o Juvenal conversou com vocês após o clássico cobrando melhor desempenho. Queria saber se é verdade, o que ele disse e se hoje ele chegou a falar com o time após a partida.
Não é verdade. A única coisa que aconteceu foi ele vir e explicar sobre o problema do Ricardo gomes e avisar que o Milton ficaria conosco até a recuperação do Ricardo.
Agora pra fechar em bom astral, vou pedir uma coisa pro blog. Tem uma s fotinhos de bastidores da concentração pra galera de presente ai ou esqueceu a maquina? rssss
Esqueci a máquina, rapaz! (risos)
abs,
RicaPerrone
Nada de novo
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O Tricolor foi até a Colômbia para tentar dar a volta por cima da pífia atuação na derrota para o Palmeiras. Chegou a ameaçar conseguir, mas, refugou e perdeu de virada. Os erros de sempre, o futebol previsível de sempre e uma derrota que não chega a preocupar pela tabela, mas sim pela forma.
No primeiro tempo, o SPFC foi cerebral. Controlou o jogo e não levou sustos. Fez o gol, ameaçou matar o jogo, e não fez. Veio o intervalo e com ele o fim do SPFC.
Voltaram pro segundo tempo completamente perdidos, além do Once Caldas ter resolvido jogar algo, coisa que não havia feito até então. Aí, virou festival.
Dois gols em bolas perdidas.
E sabe aquelas, que sempre falo, passe de 2 metros? Então, foi por ai.
No fim, bicão pra frente e um show de lances estupidos.
Chute de longe, passes errados, dominios de bola errados e uma substituição inexplicavel. Saiu Paraíba, em péssima fase, e entrou Rodrigo Souto, volante.
O SPFC terminou o jogo, perdendo, com 5 volantes em campo e um pilar lá na frente. Foi duro entender.
O time cria pouco, e os problemas técnicos e táticos do SPFC ficam para um post especifico que farei em breve.
Por hora, fica uma enorme preocupação pro torcedor. Afinal, perder é do jogo. Não jogar é complicado. E é o que o SPFC tem feito, há muito tempo.
A diferença do SPFC 2010 pro SPFC 2008 e 2009, meus caros, é simples: O placar do jogo.
O futebol é o mesmo. Só que antes o time não sofria gols e achava um na bola parada. Hoje, essa “sorte” ofensiva acabou. E a zaga está mais fraca sem André Dias.
É preciso jogar bola. Só isso. Mesmo que não seja suficiente pra vencer o adversário, é preciso jogar futebol.
Já faz tempo…
Abs,
RicaPerrone
“Maloqueiro e sofredor”?
Posted by: | CommentsFonte: http://www.rankingfutebol.com.br/
Dizem que a torcida do Corinthians é formada pelo “povão”. Assumidamente menos elitizada, a torcida canta nos estádios que é “maloqueira e sofredora”, graças a Deus. Porém, na estréia da Libertadores, não foi isso que ficou registrado em números.
Os 5 brasileiros já fizeram jogos em casa pelo torneio. Todos eles tiveram um público razoável, sem grandes recordes ou decepções. Em virtude do valor dos ingressos, muitos deixaram de ir ao jogo de estréia, menos a Fiel, que diga-se de passagem, teve o ingresso mais caro de todos eles.
A Libertadores é uma verdadeira paixão dos torcedores brasileiros. Quem já conquistou, recorda com saudades e busca repetir. Quem nunca conseguiu, sonha com o título. Isso, para os dirigentes, tem um preço. A maioria dos clubes aumentou o valor dos ingressos para o torneio.
O resultado foi o afastamento de boa parte dos torcedores do estádio no jogo de estréia.
Curiosamente, a chamada “torcida do povão”, a do Corinthians, foi a que pagou mais caro e uma das que mais gente colocou no estádio para ver o time estrear.
O Cruzeiro, que já havia jogado pela “pré-Libertadores”, estreou na fase de grupos contra o Colo-Colo. Foram 32 mil pessoas com renda de 783 mil reais.
O Flamengo colocou apenas 29 mil torcedores, sendo que os ingressos no Maracanã sofreram um aumento considerado alto para a partida.
No Morumbi, 35 mil pessoas foram ver o SPFC estrear, sem aumento.
No Beira-Rio, quase 40 mil pessoas fizeram bom uso do plano de sócio torcedor do Colorado, que ainda assim rendeu 800 mil ao clube.
Veja um comparativo dos preços de arquibancada(central) e numerada para a estréia de cada time e perceba o resultado na renda e no público.

Nota-se uma variação razoável entre o valor sugerido e o ingresso médio final. Mas isso é facilmente explicável.
Alguns clubes venderam pacotes para a Libertadores, dando descontos para quem comprasse carnês para os 3 primeiros jogos.
Outros, fizeram uso de seus “sócios torcedores” para diminuir valores e facilitar as vendas.
E no Maracanã, além do pacote promocional, existe a famosa festa dos que entram sem pagar e outra dose gigantesca de “estudantes”, fenômeno carioca de bilheterias em estádios.
Pelo valor das rendas e dos públicos das estréias, não cabe o rótulo de “maloqueiro” á Fiel torcida.
LIXO!
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Este é o termo. Nem mais, nem menos. O jogo de hoje no Palestra Itália foi um verdadeiro LIXO. Dois times perdidos, dando chutão pra frente, sem padrão, sem vontade e, em alguns casos, até sem vergonha na cara.
O Palmeiras tem desculpa. Trocou o treinador ha 2 dias, mas o SPFC não tem. E nisso entra uma tese antiga que sempre levei comigo e que considero o normal de todo bom torcedor.
Eu nunca fui ao Morumbi ver o SPFC ganhar. Eu vou ao estádio ver o SPFC JOGAR, e lá, se ganhar, ótimo, se não der, uma pena. Idem pra seleção ou qualquer clube do mundo. Eu ligo a tv pra ver ele JOGAR. Se o melhor dele não for suficiente pra ganhar, é parte do jogo.
O que me revolta e me tira do sério é quando eu ligo a TV e vejo um time não jogar. Isso não tem explicação, não tem lógica e nem como me fazer aceitar.
O SPFC, há anos, entra em campo e faz o que tem que fazer. Tesão zero pelo futebol em si. Joga, corre e ganha. Ponto final, o que já me irritava.
Agora, além de não jogar picas o time resolver não ganhar. Aquele pragmatismo irritante continua, mas os resultados não são tão bons. Parte porque os rivais melhoraram, outra parte porque ninguém precisa ser muito inteligente pra saber como joga o SPFC, incapaz de mudar um sistema de jogo ha 5 anos.
Isso tudo seria detalhe, se o time tivesse um pingo de vontade de fazer o que são pagos pra fazer. Mas não. Eles não sorriem, não tentam, não driblam, não fazem com gosto. Fazem por dever, o que é lamentável a qualquer profissional.
A atuação dos dois hoje beira o imperdoável. Mas, como disse, o Palmeiras tinha um argumento. O SPFC, não.
Entrar em campo pra assistir o jogo é uma agressão a quem realmente foi assistir ao jogo.
Tirando 2 ou 3 que tentaram algo, e um deles está na fotinho acima, o time do SPFC simplesmente não jogou futebol.
Previsivel, chato, irritante, covarde.
Não existe o futebol apresentado hoje. Nem o do Monterrey, que foi mascarado pela vitória. Entre outros tantos, argumentados no time misto ou na “semana curta de trabalho”, ou “no sol”, “no vento”, no que for. Sempre há uma desculpa.
Quando Muricy caiu, disse aqui que não gostei da escolha do Ricardo. Mas, por coerencia, deixariamos o sujeito trabalhar pra ver. Lá se vão meses e parece que o curriculo dele não esconde muita coisa.
Inventa a toa, igualzinho o professor pardal anterior. Não tem jogada, não faz o time buscar jogo, enfim, quase a mesma porcaria de antes.
Aliás, fico com a sensação que no SPFC há uma norma interna para que joguem sempre os mesmos 11, estejam eles na posição ou não. O time pra gostar de improvisar, pelo amor de Deus!
“Melhor elenco do Brasil”. E dai? Não usam…
Hernanes? Faça me o favor… erra passe de 2 metros o jogo todo, acerta um puta lance e vai pra TV. O Diego Souza joga umas 3 vezes mais que ele, e não tem oferta de 15 paus recusada.
Já do lado verde do clássico, melhoras.
Jogou mal, mas menos mal do que o Tricolor.
A mudança do A. Carlos foi a mais simples do mundo. Normalmente aquela que costuma funcionar.
Meteu os meias no meio, os alas nas alas, os atacantes no ataque e… bingo! Venceu.
Gostei da idéia de formação dele, apesar de ainda estar longe de qualquer avaliação.
Jogo ridículo, tosco, covarde. Deu Palmeiras, com méritos de ter sido menos pior. Mas, convenhamos, pra 2 dos maiores favoritos ao Brasileiro de 2009, isso não é um futebol apresentável.
Sobre o chororo da arbitragem, concordo. Acho que não era pra expulsar o Xandão.
Agora, jogar nisso uma derrota de uma atuação bizonha como essa, é querer chamar os outros de imbecil.
abs,
RicaPerrone
Os opostos
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Ontem, quase de forma simultanea, Santos e SPFC atuaram pelo Paulistão. Quem teve a oportunidade de ver os dois jogos ficou com uma idéia muito clara do quanto se equivoca o Tricolor na idéia do “jogador alto e forte” e o quanto o Santos se torna imprevisível com seus magrelos talentosos.
O SPFC nem jogou mal ontem. Mas o Santos, este sim, deitou e rolou. E a diferença entre os dois times é tão nítida e óbvia que te deixa até confuso sobre algumas teorias recentes do futebol.
Porque diabos existe essa teoria, sustentada com muita força pelo São Paulo, de que jogador tem que ser grande e forte? Desde quando isso ganha jogo?
A diferença é brutal.
O Santos pega a bola e você simplesmente não sabe o que esperar. Drible, passe, lançamento, chute, tabela, você não tem idéia do que eles vão fazer. Do outro lado, quando o SPFC pega a bola, você tem absoluta certeza do que vai acontecer. E isso se deve ao tipo de jogador.
Ao entrar em campo com um centroavante alto, grandão, que não sabe matar uma bola e que usa a canela o tempo todo, você obriga seu time e procura-lo. E para procurar um cara assim, só cruzando pra ele, pois se usar o chão ele erra.
Aí a bola vai no Jorge Wagner. A cada 10 lances nele, 9 ele vai cruzar no Washington. Óbvio.
O Cicinho deu ao Tricolor um lado mais “imponderável” pela direita. Agora você não sabe o que vem por ai. E seria interessante que o mesmo acontecesse no meio e na esquerda, onde é tudo muito óbvio e previsivel.
Robinho, Neymar e Ganso são tudo que uma zaga não quer enfrentar. O Washington recebendo bola o tempo todo não é exatamente o maior problema do mundo para as defesas por aí.
O Tricolor precisa alternar seu jogo, dar opções e usar mais o drible. Agora, isso não vai acontecer com W9, J Wagner, Richarlyson, entre outros. Vai acontecer com Marlos, Oscar, Dagoberto, etc.
Achei que Cleber Santana e Cicinho já melhoram muito o time. Mas acho, também, que se vier o Fernandão e isso não significar a saída do Washington, o time afunda novamente. E temo por isso, já que o Fernandão é visto como um “quase meia, quase atacante”, por muitos.
Ontem ficou claro o que eu sugiro há tanto tempo. Um time totalmente imprevisivel e, talvez, o mais previsivel deles do outro lado.
Falta um meio termo, principalmente ao SPFC.
Mas o time tem melhorado, sem dúvida. Falta bastante ainda, mas, já ganha muito com Cicinho e Santana.
abs,
RicaPerrone
O protegido
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Richarlyson merece uma estátua. Sim, merece! Ele consegue ser o mais famoso jogador a não jogar quase nada no país. Consegue ser o títular de 2 posições e reserva imediato em outras 2 sem jogar quase nada em nenhuma delas. Consegue aparecer na mídia mais do que seus companheiros. Pelos gols? Não, porque é espalhafatoso, num adjetivo não condenável pela hipocrisia nacional.
Richarlyson não é gay. E está na hora das pessoas notarem isso. Aliás, passou da hora.
Vejamos: Ha 31 anos eu vou ao estádio na arquibancada. Hoje, infelizmente, não posso mais porque tem muito animal lá em cima e quem usa mídia pra opinar não pode se misturar com pessoas nesse país. Nos 31 anos, o adversário sempre teve um jogador chamado de “viado” o jogo todo.
Alguma vez você leu manchetes: “Torcida do Fluminense é homofobica com Romário”?
Não, porque era um “viado” surreal. Mas, com o Ricky, qualquer merda que alguém fale é preconceito.
Preconceito do que, pergunto eu?
Ele não foi na TV e disse: “Não sou gay. E se fosse, assumiria numa boa”. Ok, palavras dele.
Assim sendo, quem são estes que dizem haver PRECONCEITO com ele? Preconceito do que se ele não é gay? Homofobia com heteros?
Acho razoavel que ele mesmo pense em processar as pessoas que o chamam de gay através destas manchetes, e não quem insinua pelo seu jeitinho tosco e provocativo. Sim, tosco. Se não fosse tosco não seria manchete toda semana sem jogar nada. É porque gosta, porque adora aparecer.
Aliás, é assim porque é o único jeito de aparecer. Já que no campo, me desculpe, mas… não rola.
Homofobia e Richarlyson não são assuntos que andam juntos. Isso é criação das pessoas, certo Ricky? Afinal, se não é gay, não tem porque falar em “preconceito” na TV. Soa oportunismo.
Que a mídia tem um pezinho no freio com ele é clarissimo. Mas isso é só reflexo nacional do direito dos gays em serem inquestionáveis. Ops, desculpa. Esqueci que ele não era. É que eu ouço e leio tanto que acostumo.
Mas, se ele não é gay, porque a mídia tem esse tratamento “cauteloso” com o cara?
Porque ninguém consegue ir na TV e dizer: “Ele não está jogando porra nenhuma há 2 anos”?
Será pecado ou crime dizer que o garotão se acha craque desde sua ida absurda à seleção e que, desde então, achou que sabia dar passe de 3 dedos? Não, Richarlyson, não sabe. Corre, marca. Só.
Não tenta jogar bonito, você não sabe.
Aí, como ninguém pode falar dele pela bola que deveria jogar, mas não joga, a maneira de aparecer é cantando, se vestindo igual mulher, rebolando, fazendo gracinhas, etc. Ninguém no mundo aparece fora de campo tanto quanto Richarlyson. É um fenomeno!
Entenda uma coisa, caro Ricky, jogador que sempre foi muito educado comigo, diga-se.
Ninguém vaia você por ser ou não um homossexual. Ok, alguns vaiam, mas você nem é.
Vaiam você porque você não joga nada e, pior, acha que joga. Aí, compromete.
Eu sei, tem blindagem. Aquela que você reclama e chama de perseguição, é a mesma que te mantém isento de criticas. É o lado bom de ser “diferente”.
Então, caro Ricky, uma sugestão: Começa a jogar futebol e tentar aparecer pelo seu trabalho. A torcida de qualquer time fica de saco cheio de ver um jogador do clube nas colunas sociais ou na parte do “Planeta Bizarro” da Globo.com ao invés de ver na página de esportes.
Quem procura é você. Quem inventou preconceito foi você. E quem citou preconceito, sendo que não pode haver preconceito ou homofobia com um hetero, foi você também.
Quem inventou essa situação e a alimenta todos os dias é você.
Não reclama. Cansei de te ver na Tv se fazendo de coitadinho. Joga futebol e tenta manter sua vida pessoal só pra você.
Assim, além de respeito, será lembrado como jogador.
Coisa que, hoje, infelizmente, não é.
Ah, em tempo: Se eu fosse o Ricardo Gomes sacava do time amanhã! Não porque sou homofobico, mas porque ele é ruim mesmo.
abs,
RicaPerrone
A estréia que ninguém quer julgar
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Foi só uma estréia, dizem. Não dá pra julgar um time que ainda terá 3 ou 4 mudanças nos 11 titulares. Nem dá pra julgar o adversário, que veio com meio time reserva ignorando a famosa Libertadores. Também não dá pra julgar o trabalho do Ricardo Gomes, é cedo.
Também é cedo para analisar postura tática, individual e padrão de jogo. Resumindo, para a maioria, o SPFC atinge 10% dos seus jogos em 2010 e ainda é cedo para qualquer coisa. E é. Mas, nem tanto.
Lá se vai um mes de trabalho, dos 10 por ano que a bola rola, e nada de futebol.
O Tricolor jogou mal, muito mal. Teve dois lances de conclusão a gol, um contra e outro de bola parada. O outro foi falta do Ceni. Tirando isso, o time não fez nada contra o mistão do Monterrey.
Como aliás, também não jogou quase nada diante do Santos.
Tático? Técnico?
Não.
O que me preocupa não é nada disso. Me preocupa a falta de tesão. Não de corpo-mole, são coisas diferentes.
Ninguém ali está fazendo corpo-mole. Mas não há sorrisos, não há vontade de tentar uma jogada, não há tesão em entrar em campo.
É um time apático, quase “obrigado” a jogar.
Vence, porque é bom time, porque o rival é ridiculamente mais fraco. Mas não joga com nenhum sinal de quem está adorando o que está fazendo. E isso, pior do que perder, é a pior coisa no futebol.
Ver um time tentar e perder é parte dele. Ver um time jogar mal idem. Ver um time sem tesão pelo que faz é complicado. E não é de hoje.
O SPFC precisa, urgente, de um banho motivacional.
Cansei de ver o Love e o Adriano sorrindo quando tentam uma jogada bonita. O Robinho e o Neymar felizes pelo “quase gol”, ou o Fred e o Maicon rindo de um drible desconsertante. O SPFC precisa “sorrir” em campo.
E, não ao pé da letra, claro. Pra bom entendedor meia palavra basta.
Quando você acorda e vai trabalhar porque tem que ir, seu trabalho fica, no máximo, aceitável. Quando você acorda e vai ansioso pra fazer algo novo, diferente ou surpreendente, ele fica no mínimo interessante.
Falta ao SPFC ser um time interessante.
Aceitavel ele será sempre com tamanha estrutura e elenco.
Tá dificil é de encher os olhos. Nem que seja de lágrimas.
abs,
RicaPerrone
Como é que fica, então?
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Não, eu não sei quem tem razão. SPFC e Oscar brigam na justiça e nem mesmo o mais influente conselheiro do clube sabe ao certo o que a lei determinará. Oscar pode ter uma parcela grande de razão, até total, quem sabe? O que não justifica uma coisa chamada MOLECAGEM.
Se você diz que está feliz de jogar a Libertadores, então aparece e joga. Não faça o time inscreve-lo e depois sumir porque o empresario mandou ou porque algum agente FIFA te prometeu o mundo. Jogador é, normalmente, meio alienado. Mas alguns se superam.
Oscar tem futebol pra brilhar no mundo todo. Joga, por exemplo, muito mais do que o Kaka quanto tinha 18 anos. E, por problemas de burrice cronica, vai acabar se enrolando.
E o SPFC, coitado, faz o que?
Vai obrigar o garoto a jogar? Não dá. Obrigar a querer ficar? Menos ainda.
Resta bater um papo. Tentou, parece que o garotão se mostrou animado em jogar a Libertadores, mas logo depois, sumiu de novo.
Coisa de moleque. De criança despreparada pra ser homem.
Minha sugestão ao SPFC: Encosta em Cotia, dá um preço, anuncia no jornal e deixa lá.
“Vendo jovem jogador marrento que se acha injustiçado. Sem personalidade, influenciado por empresários, que muda de opinião a cada 24h e tem zero gols em partidas oficiais. 3 milhões de dólares com 50% do “passe” ficando para o SPFC numa transação futura. Tratar com Juvenal Juvencio.”
Pronto. Tá resolvido.
Aparece fácil um Europeu bobão e paga. E o SPFC ainda fica esperando ele lucrar.
Não parece o “bom menino” que conheci no CT há 2 anos.
O que o dinheiro não faz…
abs,
RicaPerrone
O “cala a boca” de André Dias
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Quando chegou no SPFC André Dias era um ex-zagueiro do Goiás e só. Tinha jogado no Flamengo, e mal. Sua reputação era “estranha”, já que ele chegou com status de grande zagueiro sem ter conseguido nada num grande clube até então. E não era um menino, convenhamos.
Ficou meses enrolado na justiça até poder jogar. Quando entrou, afundou o time contra o São Caetano na semi do Paulista e cometeu outras falhas menores em outras partidas. Desde então, questionei o real potencial do tal “André Dias”.
O tempo passou, e em janeiro de 2008 André se apresentou magro. Cerca de 5 kilos, alto notável para um atleta. Pela primeira vez fui entrevistá-lo, e me surpreendi com o bom nível do sujeito.
Eu o apelidei de “Preta Gil”, pois ele era famoso, tinha status, mas ninguém sabia exatamente porque. Jogou em times pequenos, e no unico gigante que jogou, não jogou.
Um dia, encostado no murinho do CT, André e eu começamos a conversar. Notei um sujeito educadíssimo, inteligente e cheio de história pra contar. Perguntei sobre o Flamengo, fora do ar.
Ele me contou que tinha muita magoa porque queria muito ter jogado bem lá. Mas, por uma sacanagem de um dirigente empresário que levava o dele por fora na época, o jogador foi encostado para que o André Bahia pudesse jogar e ser vendido. Dias ficou muito decepcionado, e nas raras vezes que jogou, pagou pela fase do time e pelo total desentrosamento.
Saiu do Fla sem moral. Era o momento em que sua carreira decolaria, mas na verdade ela se afundou. Foi jogar em times menores até chegar ao Goiás. Lá, se destacou e veio para o SPFC.
Me contou do quanto sofreu com o periodo na justiça, da tristeza que ele sentia em ser considerado um zagueiro ruim pela torcida do Flamengo, e da vontade que tinha de provar o contrário.
André não falta no treino, não recusa entrevista, dá bom dia quando te encontra, treina e joga sempre no limite do seu esforço.
André sente magoa em relação ao Flamengo, mas não porque odeia o clube, e sim porque queria ter vencido lá.
Ele se firmou no SPFC. E quando já era titular ha algum tempo, uma coisa curiosa aconteceu.
Em 2008, quando sua fase já era boa, terminou uma coletiva e eu ainda tinha 3 perguntas pra fazer. Ele continuou lá e me deixou terminar a entrevista sozinho.
Perguntei sobre a Libertadores, ele respondeu.
Sobre o clássico que viria, ele respondeu.
Até que perguntei sobre uma possível ida dele para a seleção um dia. Eu não me esqueço daquela cena.
Ele abriu um sorriso, ficou completamente sem jeito, os olhos dele brilharam e ele disse. “Voce é o primeiro cara que me pergunta sobre seleção. Se um dia eu for, a camisa é sua”.
Ele foi. Em 2009, e eu nem fui lá cobrar a camisa. Mas fiquei feliz.
André é um cara que muito critiquei quando chegou. Que cheguei a desconfiar do potencial e da condição de jogador de time grande um dia. Aos poucos, ele calou minha boca.
Como pessoa, como jogador, como zagueiro da seleção e agora como um valioso jogador que está a caminho da Europa por alguns milhões de reais.
Um puta sujeito, dos raros que conheci no futebol e guardarei coisas boas. Um baita zagueiro.
Alguém que calou minha boca dentro e fora do campo. E que não tenho nem vergonha de admitir: Errei feio.
Boa sorte, André!
E não esquece minha camisa!
abs,
RicaPerrone
8 milhões no lixo
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São Paulo e Corinthians seguem brigando. Um não fala com outro, não joga no estádio do outro, e os torcedores acham super engraçado tudo isso. Afinal, nada mais divertido do que ver seu clube falar um “foda-se” publicamente para o rival.
Seria, não fosse tão engraçado quanto estúpido. Na Europa, o Real Madrid sabe que PRECISA do Barcelona. No Brasil, SPFC e Corinthians acham que não precisam um do outro. Talvez porque se julguem mais inteligentes, sei la. Mas, de fato, não são muito.
Veja que continha simples.
O Corinthians joga no Pacaembu e tem publico de 35 mil. O ingresso médio é de 35 reais, tendo apenas um setor visa e numeradas.
Se jogasse no Morumbi, teria 70 mil lugares, com 2 aneis para cobrar mais caro, o que subiria este ingresso médio, sendo muito bonzinho, para 40 reais.
Agora façamos as contas de forma simples.
O Corinthians, chegando nas quartas da Libertadores, mantendo os valores dos ingressos, terá uma renda de 6 milhões no Pacaembu. O SPFC, com isso, não ganha nada.
Se jogasse no Morumbi, a renda nestes mesmos 5 jogos seria, no mínimo, de 14 milhões.
Uma diferença simples de 7,8 milhões, pelas minhas contas mais detalhadas.
Mesmo se o SPFC pedisse 20% do total, o Corinthians ainda estaria lucrando 5 milhões a mais, e o SPFC, 2,800.
Isso até as quartas.
Nas semi e na final, imaginando um aumento pífio de 10 reais, o que na realidade seria muito mais, os dois deixariam de ganhar mais 3,5 milhões de reais.
Um total, caso o Corinthians seja finalista, de 11,5 milhões de reais jogados no lixo.
Se for até as quartas, por exemplo, são apenas 8 milhões jogados fora.
O SPFC, de cerca de 3 milhões, ganhará nada.
O Corinthians, dos 14 possiveis, ganhará 6.
E assim vai. Com dirigentes se achando mais importantes que o clube, brigando entre eles, dando prejuizo aos clubes e todo mundo achando “divertido”.
Só pra constar. Com essa estimativa simples, considerando apenas 5 jogos, o SPFC pagaria a folha salarial de um mes.
O Corinthians, por sua vez, deixa de ganhar o equivalente a 10% do seu patrocinio anual total de camisa, calção e mangas.
Se isso fosse imaginado num patamar ainda maior, ou seja, o Corinthians usando o Morumbi para mandar 10 jogos no Brasileiro, uns 5 no Paulista e mais a Libertadores, você tem idéia do quanto os dois estão jogando fora por briguinha de dirigente?
Aplauda. Esse é o nosso futebol.
abs,
RicaPerrone









