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Jogador de futebol é uma raça complicada. Ha pouco tempo, num grande clube, um jogador despontava como destaque na temporada. Meteu gol, jogava bem, a torcida gostando dele. Até que um dia, sem mais nem menos, a policia apareceu.
No clube, um dirigente recebeu um telefonema. E assim acabava a linda história do promissor craque e seu clube.
Essa aconteceu comigo, e vai com nomes e tudo. SPFC x Fluminense, Libertadores 2008, jogo no Morumbi. O Milton vai querer morrer quando ler isso, mas… aconteceu.
Muricy tinha feito 2 treinos secretos e ninguem tinha noção do que ia pro jogo. Ele ia mudar, mas ninguém sabia como. No último treino antes do jogo, rolou um rachão. Quando acabou, eu estava sentado no meu notebok atualizando o site e o Muricy passou, indo pra coletiva, algo assim. Deixou um papel com o Milton Cruz.
Essa é tão porca quanto genial. Mas, enquanto houver gente burra, haverá gente esperta. E neste dia, os espertos se deram bem.
Era última rodada do Brasileirão e um time grande precisava vencer um outro médio fora de casa para escapar. O menor não tinha motivação alguma, mas, era favorito pela má fase do quase rebaixado gigante. A diretoria pensou num jeito de comprar o jogo, mas achou arriscado. Resolveu tentar os pontos da forma mais discreta e “inteligente” possivel.
Terminou o jogo, o treinador se fechou numa salinha dele e ficou. A imprensa esperando lá fora, o time tinha perdido e estava fora do campeonato. Todos acharam que o professor ia demorar, e ninguém quis incomoda-lo, até porque, era um puta mal criado.
Passados 40 minutos a imprensa já estava preocupada, pois os programas pós jogo iam encerrar e nada do técnico. Foram cobrar, e os assessores disseram: “Deixa ele, deve estar esfriando a cabeça. É melhor assim”. E esperaram, esperaram, até que deu uma hora e meia de espera.
Era brasileiro, mas jogava na Italia. Seu treinador não o liberou pro carnaval até o dia que sua escola desfilava. Ele podia vir ao Brasil, mas tinha que voltar segunda. Voltou na quarta de manhã, e o seu time jogava no mesmo dia a noite.
Ao chegar na concentração, exaltado, quase bebado ainda, ouviu um sermão enorme do treinador. Mas, com ajuda do tradutor, conseguiu negociar. E, perante o grupo, se deu bem.
Já em fim de carreira, Roberto Baggio recebeu um telefonema de empresários brasileiros tentando coloca-lo no Palmeiras. Seria um marketing enorme, até pela questão da Itália e tal. O jogador ouviu, mas a conversa não evoluiu.
O clube não insistiu, pois ele queria mesmo parar e vir pro Brasil era fora de cogitação para a maioria dos craques europeus. E Baggio era um deles. Mas, essa historia toda teve “bastidores” interssantes, que fiquei sabendo hoje.
Canindé, e já faz tempo. Um jogador fazia sua segunda ou terceira partida pela Lusa e simplesmente acabou com o jogo. Correu um absurdo, driblou, fez gol, fez o diabo.
Quando tinha 20 do segundo tempo saiu o anti-doping e ele ouviu passando pelo banco que era ele. Dois minutos depois, em pânico, caiu do lado do campo e começou a esfregar a perna esquerda como se tivesse quebrado.
Cilinho era cheio das táticas e dava sua preleção numa lousa preta. Um dia, dirigindo o SPFC ainda, ele estava lá cheio de posicionamento e setinhas dando a palestra pro time.
Alguém o chamou para atender um telefone e ele disse:
Vila Belmiro – Não vou dar o ano pra que ninguém nem imagine a reporter e nem o jogador.
Uma grupo de jornalistas se aproxima do craque do time ao final do treino e pede entrevista. Gentilmente ele diz;
- Não, hoje não, tudo bem? Valeu…
E sai andando.
O técnico dirigia um time paulista e andava na corda bamba. Ao final de uma cacetada em casa, o treinador sabia que dificilmente continuaria, mas mesmo assim aguardou para falar com a imprensa.
Caminhando para começar a coletiva, o técnico recebeu um SMS que dizia algo como: “Assim fica dificil”. vindo do diretor de futebol. Rapidamente ele respondeu a mensagem: “Estou fora né?”
Já que gostaram, vai outra do mesmo tipo.
Palmeiras x um time do interior, jogo fora de casa. Fazia um calor absurdo e no intervalo o Palmeiras perdia por 2×0. Quando o time entrou pro vestiário dois reporteres ficaram encostados na parede por causa da sombra. Mas, a porta ficou aberta porque não tinha ventilação e fazia 50 graus. rs
2007 – Campeonato Brasileiro. O time jogava fora de casa e o treinador, motivador, resolveu inovar.
Não vou ficar dando nomes e tal porque essas coisas a gente preserva, afinal, são assuntos informais no futebol e que não gosto de dar ”nome aos bois” porque depois rotula.
20 do segundo tempo. O atacante deitou e rolou em cima do zagueiro o jogo todo. 3×0, dois gols dele. O zagueirão já tinha amarelo, faz outra falta feia e o juiz corre na direção dele com a mão no bolso. Enquanto todo time pressiona para o arbitro expulsa-lo, o atacante levanta e começa a gritar:
“Não, não!!! Não expulsa não!”. O juiz pára e fica sem ação. Como um cara que tomou o pontapé está defendendo o agressor adversário?
Na década de 70 existia um zagueiro no Bahia chamado Sapatão. Sua fama era de um jogador violento e que não tinha muita condição técnica, o que dava medo nos atacantes. Mas, pela falta de cameras, de tanta informação como hoje, Sapatão foi virando lenda no RJ e em SP, pois os clubes daqui só encaravam o Bahia de vez em nunca.
A passagem de Renato Gaúcho no SPFC durou horas e só serviu pra torcida paulista pegar raiva do cara. É comum, quando julgado, ouvir coisas do tipo: “Ele não tem palavra”, etc. Tudo por causa daquele epsódio.
Até que um dia, dentro do Morumbi, eu ouvi a versão mais razoável de todas. Ela dizia mais ou menos isso:
Um dia, após perder um jogo pela Libertadores, Telê disse aos jornalistas que “o time não foi mal”.
Sentado numa mesa com diversos dirigentes em volta, o treinador foi surpreendido pela chegada do Presidente, Pimenta, que entrou na sala dizendo, em tom de bate-papo:
Aconteceu faz pouco tempo. Um grande clube do pais tinha um jogador já com pinta de craque quando seus empresários resolveram vende-lo por ai.
Um assinou com um, outro com outro, o jogador ficou igual um babaca no meio da historia sem saber pra onde ia.
Libertadores 2004. Um time brasileiro fazia compras num shopping que havia dentro do hotel da delegação quando um “negão” ouve um comentário da vendedora.
Com sotaque, claro, o comentario dizia algo como:
“Falam que todo negro tem pinto grande, mas pra mim é mentira! Eu não acredito nisso”.
Essa historia eu confirmei no ar com o Rogério e outros jogadores, portanto, vai com nomes.
Em 2005, após a conquista da Libertadores, Autuori passou por problemas pessoais e ficou meio dificil trabalhar. Não vou ficar entrando em detalhes porque não acho legal, mas, mexe com a vida da pessoa uma separação tendo filhos.
Três boas histórias de rádio. Não vou dar nome de todas porque não lembro mesmo, mas as histórias são conhecidas no meio e talvez alguém me lembre os nomes.
Um treinador malandrão assumiu um clube grande do Rio de Janeiro e tinha um problema: O melhor do time vivia na balada pegando todas e chegava morto pra treinar.
Pior do que isso: Não marcava há 6 jogos. Mas, era o craque do time.
Muito esperto, o técnico foi até os colegas dele para saber como ele era como pessoa, para tentar resolver a situação por este lado. Ouviu de todos: “Baladeiro, putanheiro e mão de vaca”.
Essa eu ouvi hoje e é fantástica! Final do estadual 2009, não conto em que estado e nem qual clube, óbvio. Um dos técnicos, achando que o time dele era menos “forte” que o outro, preparou um “fator motivacional”.
A imprensa previa um jogo duro, mas apontava o rival como favorito por ter melhores jogadores. Preocupado, ele toma uma decisão e resolve “motivar” o elenco com belas palavras.
Hoje, numa churrascaria com um amigo, lembrei de uma história sensacional. Como não tenho o que postar, vai ela mesmo. rs
1998, Palestra Italia. Estreariam Paulo Nunes, Arce e Arilson, o trio do Gremio. Palmeiras x CSA, acho que era Copa do Brasil, algo assim.
1992, Libertadores da América.
Telê não gostava da competição porque o jogo era muito marcado, pegado, enfim, não fazia seu estilo. Ele não queria priorizar aquilo, mas o clube queria.
Na década de 80 um garotinho torcedor da Udinese ganhou um ídolo. Morava perto do clube e ia assistir ao treino todos os dias. Olhava tudo que seu ídolo fazia e repetia em casa até acertar.
Cobrava faltas até derrubar a camiseta pendurada no angulo, como seu ídolo. Andava igual, tocava a bola parecido e estava sempre de cabeça erguida em campo.
Foi treinando até se tornar jogador. Apaixonado pelo futebol brasileiro, Roberto cresceu e talvez tenha sido um dos italianos que mais tenha se aproximado do toque de bola que temos aqui.

RicaPerrone é jornalista esportivo há 13 anos. Apaixonado por futebol, tem o defeito grave de gostar mais do esporte do que do seu próprio time. 




