Archive for Futebol
Analise do jogo – Nacional 0×2 SPFC
Posted by: | Comments
Vamos analisar o jogo de São Paulo x Nacional, Libertadores 2010. Para isso, preparei um texto especial, mais elaborado, mais detalhado.
Afinal, um jogo destes merece um texto compatível.
O Tricolor foi ate o Paragai para garanti a chanse de classificar pra prossima fase. Pressizava ganha, já que o Once Caldas já tem 7 pontos e alguns dos segundos não classifica.
Então, como no futibol o resultado é tudo, o Tricolor do Murumbi errou apenas 53 passes, criou 3 ou 4 chances de gol contra um time pra lá de fraco, e venceu por 2×0.
Não teve jogada pelo meio, nem pela lateral. O Paraiba ainda não descobriu se é meia, atacanti ou ponta.
O Ricky não sabe se é meia, volante, ala ou zagueiro.
O Cleber Santana também não sabe bem o que é, se meia ou volante. O Hernanes, idem.
E o Sao Paulo continua aprezentando um futebol mediocre, de dar sono, cheio de burocracia e sem a menor inspirassao.
Foi isso.
Não viu o jogo mas leu o texto?
Então, agora você sabe como quem assistiu se sente.
abs,
RicaPerrone
Alegria, alegria!
Posted by: | Comments
O Santos deu aula! Não de bola, porque o adversário era uma bosta. Mas de postura.
Assim se faz o futebol: Com alegria e prazer de jogar. Aqueles que entram em campo porque são pagos pra isso não devem estranhar os 3 mil torcedores que os acompanham. Estes sim, do Santos, merecem casa cheia. Porque jogam futebol, não apenas cumprem seus contratos.
Hoje tinha tudo, absolutamente tudo, pra ser um jogo irritante. O Santos faz 1×0, pára, toca a bola, e foda-se.
O Naviariense não sei das quantas vem, tira foto, e volta.
Mas não. Porque de um lado tem um time que ADORA jogar futebol. Que tenta o drible porque tem prazer em tentar, não só quando não tem outro jeito.
Porque o Santos, hoje, é o retrato saudosista daquilo que amamos, e por Muricys, Parreiras e teóricos estupidos de microfone, se transformou apenas em resultado.
Sabe o que você faz quando pega um jogo fácil? Dá show.
A maioria, faz 1×0. Porque “é o que importa”.
O Santos faz 10, porque é o que “realmente importa”.
Isso é futebol.
E já torço pelo Santos no Paulistão.
Isso sim tem que levar um caneco no fim do campeonato, não os que “cumprem contrato” em campo.
abs,
RicaPerrone
Era guaraná!
Posted by: | Comments
O Flamengo foi colocado em estado de alerta com a briga Pet x Marcos Braz. Aí, perdeu a Guabanara num dia infeliz. Depois, o Adriano sumiu. E o que era só alegria virou motivo de preocupação. Principio de crise até, afinal, é no Flamengo, onde tudo é multiplicado por 10.
Há dias só se fala em Adriano. Ele bebe? Ele voltou com a namorada? É alcolatra? É isso? É aquilo? Então, hoje, após um 3×1 fora de casa, a resposta ficou fácil: “Era guaraná!”.
Se perdesse, era cocaina. Se empatasse, era apenas bebedeira. Vencendo, sofrido, era um leve desvio de conduta.
Por 3×1, fora de casa, com um a menos, virou guaraná.
Era isso que bebia Adriano no dia da briga.
Aliás, que briga? Eu hein… nem sei do que estão falando.
Vagner Love, que não bebe, meteu mais 2. Virou o artilheiro da temporada entre os grandes do Brasil.
Aquele, que há 3 meses era outro “garoto-problema” no Palmeiras. Agora, exemplo ao Imperador.
Imperador que, há 3 meses, era exemplo de “retomada de vida”.
Hoje, um sujeito que “há anos não se encontra”. Ou seja, por dois ou três jogos sem marcar, o que era fato há 3 meses passou a não ter acontecido.
E assim é o futebol.
Flamengo 3×1 Caracas.
E o Adriano bebia, portanto, guaraná.
abs,
RicaPerrone
Algo de errado
Posted by: | Comments
Algo dificil de detectar acontece no Corinthians. O time parece ter perdido a direção, e as alternativas para especular são muitas. Mas, como odeio chutar pra cima essas coisas, vamos as práticas.
Falta confiança? O elenco é insuficiente? Falta o Ronaldo? Afinal, o que acontece com o Timão que ainda não engrenou?
Tenho comigo a nítida sensação que a alegria do time de 2009 era jogar ao lado do Ronaldo. E que, em 2010, talvez por motivos físicos, talvez pela desmotivação de ter sido cortado da Copa antes de janeiro pelo Dunga, o craque parou.
E ao parar, talvez, o time tenha parado junto.
Talvez seja a mera falta de um “André Santos” para fazer a jogada com Dentinho. Ou, talvez, a dificuldade em se remontar um time quase todo de um ano pro outro.
Mano tentou retomar o esquema de 2009, e não funcionou.
Aí fica complicado pro treinador. Se tudo dava certo e, com peças em tese até melhores, não funciona, o que fazer?
Danilo e Tcheco, eu acho lento. Prefiro um deles e o Defederico. Mas, não faço idéia como anda o gringo.
Ronaldo, em má fase, ainda é o fator principal deste time. Logo, sua recuperação está diretamente atrelada ao rendimento do Corinthians.
Não é um timaço. É um grande time com um genio na frente.
Se ele estiver 60%, como esteve em 2009, resolve. Se não, o Corinthians se torna apenas um bom time.
Não acho correto ficar especulando se o problema do Ronaldo é fora de campo, dentro de campo, se é isso ou aquilo. Acho mais simples imaginar que, se todos estão mal, ele só está no barco.
O problema é que ele é o capitão desse barco.
Logo, o espelho de todos.
O resultado é bom. Nem há o que se questionar.
Talvez seja até um mérito deste Corinthians vencer mesmo quando não joga bem.
Mas, como “abriu mão” de um semestre em 2009 para isso, a cobrança é muito maior. E tem que ser mesmo.
Aguardemos Ronaldo. Pois, sem ele, não vejo este time um campeão da América.
Com ele, fica fácil imaginar.
abs,
RicaPerrone
Wallpaper “mega-responsa”!
Posted by: | CommentsNem vou falar muito. O Wallpaper é muito bem bolado e bem feito. Quem me enviou foi o @marco_sa, via twitter. Podem baixar, só clicar na imagem.
Uma noite de sonho
Posted by: | Comments
Em 31 anos de vida, não me lembro de ter passado uma semana sem assistir a um jogo. Se não tivesse, eu assistia video tape. Ontem, fazendo as contas com a patroa, descobri que assisto entre 400 e 500 jogos por ano atualmente. Um absurdo, concordo.
Lembro de muitos deles por profissão. Alguns deles por curiosidades ou detalhes. Mas nenhum deles chega perto daqueles que vi garoto, torcedor, sem ter que analisar nada. E hoje vou contar a história de um deles. SPFC x Guarani, 1986, final do Brasileirão.
Ao longo destes mais de 13 anos de jornalismo, perdi uma coisa muito valiosa e ganhei outra que vale tanto quanto. Deixei de ser um torcedor fanático, sequer faço questão de acompanhar meu time se tiver outro bom jogo acontecendo. Mas, ganhei o interesse pelos outros clubes.
Um dia posto sobre como tudo isso foi acontecendo e o quanto me é estranho ainda ver família e amigos ligando pra comemorar uma defesa do Ceni, enquanto assisto Flu x Bota sem nem saber direito quanto está o jogo do SP. É uma longa história. rs
Mas, naquele dia, que não me recordo se foi quarta, quinta ou domingo, eu tive uma noite especial pra qualquer torcedor.
Eu já estava de pijama, tinha 8 anos. Pronto para dormir, quando o Careca fez o gol salvador. Comemorei ao lado do meu pai e do meu irmão na sala, pulamos, fizemos festa e, na euforia, ouvimos a informação na TV: “O time do SP vai direto pro Morumbi, sem nem tomar banho”.
Imediatamente arrumamos uma roupa e fomos ao estádio. Eu, meu pai, minha mãe e meu irmão. Chegamos lá, acho que o time ainda estava em Campinas. E ali, onde entra o onibus (portao 1), ficamos esperando.
Não havia ninguem ainda. E as pessoas foram chegando e a gente no carro, ouvindo rádio esperando pra saber onde eles estavam e quando chegariam.
Foram horas de espera, até que o time chegou. E quando chegou, não havia multidão de torcedores, mas sim multidão de sócios com acesso ao lado de dentro do saguão. Eu era sócio, e quando o time chegou comecei a implorar pro meu pai que queria ver o Careca, meu ídolo na época.
O coitado me meteu no ombro e, no meio daquela muvuca, foi metendo cotovelada até chegar perto dele. Careca estava nos ombros de alguém, e eu fui chegando por cima das pessoas até ele.
Foram minutos que, hoje, sabendo do perigo de esmagamento que meu pai sofria ali embaixo, não teria sequer pedido. rs
Até que, num esforço final, meu pai conseguiu empurrar o ombro pra frente até que eu encostasse a mão nas mãos do Careca. Ele havia feito o gol do titulo há cerca de 3 ou 4 horas. E eu ali, chorando de emoção em ver meu ídolo de perto, dividindo uma pontinha do dedo dele com mais algumas pessoas que queriam o mesmo.
Mais ao lado, Gilmar.
Meu pai já queria me descer e eu pedi: “Me leva no Gilmar!!! No Gilmar”.
E lá foi o coitado, comigo nos ombros, até o goleirão.
Nele cheguei mais fácil, e dei um abraço de campeão. Ídolo!!!
Quando meu pai me botou no chão eu já não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Só tinha aquela alegria absurda de criança quando chega perto de um ídolo.
É muito bom! Quem conseguiu viver isso quando moleque sabe do que eu estou falando. Parece que estamos diante do super homem, que somos diferentes só por termos apertado a mão deles.
Na saída ainda consegui um autografo do Sidney e um do Bernardão.
Minha mãe e meu irmão no carro esperando, e eu ali no meio do povo pulando e gritando o nome de todos eles.
Foi um dia incrível, além de um jogo memorável.
São lembranças que não saem da minha cabeça. Dos milhares de jogos que vi depois disso, poucos me trazem tão forte a lembrança quanto este.
E não só pelo jogo, pelo gol, mas pelo que vivi após tudo isso.
Outro dia fui a um evento e dei de cara com Careca, Muller, Silas, Nelsinho, Oscar e Dario. Todos na mesa sentados, e eu junto, entrevistando eles todos pra ET.
Achei aquilo uma merda. Preferia estar no ombro do meu pai tentando me aproximar deles.
Bons tempos…
abs,
RicaPerrone
Vacilo?
Posted by: | Comments
Adriano é, de novo, capa de jornal. Não pelos gols, mas pelos problemas fora de campo. Eu digo o mesmo que disse nas 200 vezes que isso aconteceu: Problema dele. Não cabe a mim e a jornalista esportivo algum do planeta julgar a namorada, o sujeito ou o lugar que ele estava.
É folga, e ele vai onde quiser. O problema é quando isso vai pro campo, e desta vez parece ser o caso.
É de bom senso da diretoria notar que o cara está mal e deixá-lo de fora do jogo.
Como é de culpa zero da diretoria o ocorrido.
Culpa do Adriano?
Sinceramente, ele não deve ter agendado uma briga com a namorada numa favela, né? Afinal, ele é meio xarope mas não é louco.
Acontece. Não como o Bruno descreveu, sendo normal, mas acontece.
A imprensa tem o direito de questionar a sua saída do time. Não tem, porém, o direito de especular como vai a vida amorosa dele, se houve discussão, se ela tá certa, se ele devia ou não estar num baile.
Isso é problema dele. E na folga dele, faz o que bem entender.
Acho uma pena que ele fique de fora do time por 1 semana em virtude disso. Pena pra ele, que visa a Copa, pena pro Fla.
Mas, obviamente, se a diretoria tomou esta decisão, deve ter sentido no Adriano um problema emocional maior, que não compensaria levá-lo a campo.
E assim sendo, com os problemas pessoais sendo 100% dele, com a diretoria tendo tomado uma atitude que só quem falou com o Adriano pode tomar e julgar se está certa, fico no muro.
Não posso opinar sobre o que não sei, não vi e não tenho interesse em saber.
O que me irrita nessas horas é ver como aqui no Brasil as pessoas se preocupam com a vida pessoal dos outros…
Analisem o jogador. O homem, na folga dele, é problema dele e da mulher dele. Não cabe a mim.
abs,
RicaPerrone
O show tem que continuar
Posted by: | Comments
Santos e Portuguesa, que para alguns ainda é considerado clássico, teve seu nome honrado hoje no Canindé. O jogo foi 1×1, mas poderia ter sido 3×3 que nada estariam fora de ordem.
Um jogo daqueles que, quando termina, seja qual for o resultado, você tem a sensação de não ter perdido seu tempo. O motivo é o mais simples do mundo: Quando se entra pra ver quem faz mais gols e não quem sofre menos, o futebol aparece.
39 chutes a gol. Nenhum pontapé.
Dribles pra todo lado, passe de calcanhar, contra-ataque rápido, ataques abertos, jogadas de efeito, lances de perigo, enfim, um jogo completo!
O Santos perde a bola e dá todo campo pro adversário tentar o gol. Quando retoma, tem gente sobrando na frente pra buscar o dele.
Isso é futebol de quem tem camisa.
Time grande briga pra fazer mais gols e não fica rezando pra não levar e achar um.
O Santos, hoje, como o Cruzeiro, é um dos raros que joga futebol de time grande.
A Lusa, que não tem um grande time, teve coragem. Se defendeu como conseguiu, mas com a bola foi sempre em busca do gol, e não do bicão e da cera.
Jogaço!
Aí, termina, eles empatam.
O Santos perde a sequencia de vitórias. A Lusa, em casa, deixa escapar a vitória no final.
Vaias?
Não. Duas torcidas em pé aplaudindo o que viram.
E ai? Futebol é só resultado mesmo?
abs,
RicaPerrone
Números de Fluminense 2×1 Botafogo
Posted by: | CommentsO jogo teve gol perdido, virada, pênaltis duvidosos marcados e não marcados, golaço e expulsões. Tudo que envolve um grande clássico aconteceu hoje no Maracanã, porém, mesmo que o placar não diga exatamente isso, os números da partida demonstram uma enorme vantagem ao Fluminense.
Confira os números do jogo!


Números de Oeste 0×0 São Paulo
Posted by: | Comments
O Tricolor foi até Araraquara encarar o Oeste. Jogando com um a mais boa parte do jogo, o SPFC não conseguiu vencer e ficou no 0×0. No final, ainda teve 2 expulsos.
Confira os números do jogo:
A regra é clara?
Posted by: | Comments
Ontem, no jogo do Brasil, me surgiu uma dúvida de arbitragem que até agora ninguém me deu uma resposta objetiva. Aliás, é o tipo do lance que deixa a regra menos clara e mais interpretativa.
Lembra do gol anulado do Robinho? Então, vamos supor uma segunda situação…
O Daniel Alves, quando briga pela bola e toca nela pela última vez, tem o Robinho impedido a sua frente. Ok.
Mas, vamos supor que o Daniel toque uma segunda vez na bola, só que nesta o Robinho não está mais impedido. Porém, ainda vindo na direção da bola.
O que valeria? Afinal, em momento algum o Daniel PASSA a bola pro Robinho.
Vale o último toque? Vale a situação que ele tirou proveito?
Afinal, ele tirou proveito?
Neste vídeo, aos 6:45, o lance.
abs,
RicaPerrone
Foda-se o penalti
Posted by: | Comments
No dia 3 de março de 1953 nascia Arthur Antunes Coimbra, o Zico. Quase 60 anos se passaram e a única coisa que este sujeito fez na vida foi brilhar. No campo, como dirigente, como embaixador, como ícone, como treinador, como pai, como avô, como ídolo. Muitos tem capacidade com a bola nos pés. Alguns conseguem suportar a fama e manter uma carreira tão gloriosa quanto correta. Raríssimos conseguem levar o rótulo de uma derrota sem se abalar.
Apenas um consegue representar 35 milhões de pessoas e não cometer um ato sequer que diminua ou apague essa adoração.
Zico nasceu em Quintino Bocaiuva, Rio de Janeiro. Daí, e do seu pequeno porte físico, o apelido “Galinho de Quintino”.
Chegou ao Flamengo com 14 anos, e lá ficou até os 30.
Ali, diante da maior torcida do mundo, no maior estádio do mundo, marcou mais de 500 gols.
Conquistou apenas Mundial, Libertadores, 4 Brasileiros, 7 cariocas e alguns outros torneios pelo mundo.
Foi a Copa de 1982, a mais adorada de todas, como o maior craque dela. Perdeu, como os outros 21 perderam.
Foi machucado à Copa de 86, e de heroi virou vilão.
Vilão dos tolos, diga-se.
Perdeu um pênalti que até hoje dói na alma de cada torcedor, e provavelmente na dele.
Foi rotulado, criticado, esmagado por muitos. Foi consolado por uma nação, que jamais viraria as costas ao seu maior ídolo.
Como sempre digo, todos tem ídolos. O Flamengo tem “o ídolo”, e os outros ídolos.
O jovem de 20 anos, que sequer viu os gols do Galinho ao vivo, o adora.
O senhor de 50, que viu, reviu e não cansa, o agradece eternamente.
Zico transformou o mais popular time do mundo no maior time do mundo. Foi dos pés dele que sairam os principais gols até que o Flamengo fosse ao topo do planeta em 1981.
Foi com sua venda que muitos choraram de tristeza. E com sua volta que os mesmos choraram de alegria.
Foi ali, naquele antologico Maracanã, palco onde só brilha gente grande, que o Galinho fez sua história.
Lá, no México, os raros infiéis do futebol acharam motivo para desmerece-lo.
Acharam, não. Inventaram.
Zico se mantém assumindo responsabilidades desde que nasceu. Assumir a 10 do Flamengo é algo que poucos tem capacidade de fazer.
Pedir a bola em decisões, idem.
Perdoar quem lhe quebra o joelho, menos ainda.
Assumir um cargo público, criar uma lei que muda o esporte nacional, inventar o futebol em um país e ainda ousar voltar a seleção para tentar colaborar, é uma carreira de muita coragem.
Mais do que coragem: Exemplo.
Zico jamais arranhou sua imagem perante a nação rubro-negra e ao bom torcedor brasileiro, aquele que não tem o direito de não reverenciar o talento do Galinho.
Falar da qualidade técnica dele é chover no molhado. Quem viu, viu. Quem não viu, tenha plena certeza, não verá nada igual.
Sua carreira se resume a 2 números: 1.180 jogos e 826 gols.
E ele não era centroavante…
Era muito mais do que isso.
Zico foi o herói de 35 milhões, anti-herói de outros 140 milhões por um dia.
Eu tive a honra de ver este sujeito jogar futebol e devo a ele o fato de amar futebol e não apenas um time. Devo, indiretamente, minha profissão e minha carreira ao dia que vi aquele cara com a 10 do Flamengo e fui na sala perguntar: “Pai, porque o Zico não joga no nosso time? Eu quero ele aqui!”.
Não o conheço, e está na minha listinha dos 10 maiores sonhos que tenho apertar sua mão.
Eternamente alguns ingratos jogarão na cara aquele argumento estupido do penalti para diminui-lo. E eternamente haverá sensatos torcedores para gargalhar diante de tal absurdo.
A frase mais famosa da conquista do hexa do Mengão em 2009 cabe como uma luva neste caso, nesta historia, nesta carreira gloriosa e brilhante.
Foda-se o penalti.
Feliz Natal, nação rubro-negra.
Feliz aniversário, Galinho.
abs,
RicaPerrone
Nós ou eles?
Posted by: | Comments
Afinal de contas, nós é que somos exigentes demais ou os europeus é que transformam jogadores comuns em craques? É duro entender, mas é possível. Como Felipe Mello, Grafite, Michel Bastos, Belletti, Doni e tantos outros saem do Brasil com talento discutivel e conseguem status de craque atuando lá fora?
Somos nós os confusos ou eles os exagerados? Afinal, o Grafite que jogou hoje, que joga na Alemanha ha anos, é aquele mesmo que no SPFC usava a canela para ganhar as jogadas? E o Doni? Frangueiro ou goleiro de Copa?
Dunga tem a filosofia dele. E ela é baseada no que pede a torcida e a mídia hoje em dia: Ganhe o jogo e ponto final.
Em virtude disso, o talento fica em segundo plano. É preferivel um time coeso e aplicado do que um time técnico e imprevisível. A mescla seria o ideal, mas, hoje em dia a primeira escolha é clara.
O time atual do Dunga é coerente com o que ele propôs. Portanto, não cabe criticas ao que ele vem fazendo. Até porque, a seleção joga um bom futebol na maioria das vezes e vence.
Hoje, com mais certeza ainda de termos a pior seleção de todos os tempos tecnicamente, fiquei mais animado com relação a lateral esquerda e ao ataque.
O Robinho se recuperando devolve ao Brasil um toque de improviso. E o Michel Bastos foi muito bem no jogo.
O time demorou para se encontrar, mas se encontrou.
Deve ser uma Copa cheia de aplicação, que é aquilo que jogaram na cabeça da Seleção em 2006. Então, desta vez, vão ter isso em primeiro lugar.
Se chegar lá, correr, e perder, jogarão a falta de talento. Ou seja, não tem saida.
A banda toca desse jeito, e não vai mudar.
Então, o Dunga está certo no que está fazendo. E nós sim, errados na forma que cobramos.
O que eu não consigo chegar a uma conclusão é se os caras saem daqui sem serem explorados ao máximo ou se a gente é muito chato mesmo. Porque a quantidade de jogadores comuns no Brasil que viram craques lá fora aumenta a cada ano…
abs,
RicaPerrone
A polêmica Morumbi
Posted by: | Comments
A polêmica Morumbi x FIFA continua. Toda semana o SPFC diz que está “tudo bem”, e a FIFA diz que não. Toda semana alguém insinua que é questão de grana, outros afirmam ser “esquema” pra ajudar não sei quem.
Fato é que o Morumbi tem problemas. E, se quiser sediar os jogos que pretende, precisa melhorar. Internamente, no clube, também há muita cobrança de conselheiros sobre o tema. E o blog teve acesso a elas.
O maior problema do estádio, segundo a FIFA disse ha alguns meses, é a área externa. Existem vários, mas esse é um dos maiores, já que a solução é quase impossível garantir.
Em fotos, fica notável o espaço em volta dos estádios cotados para jogos maiores e o espaço do Morumbi.
Enquanto a maioria deles tem lugar pra andar em volta, o Morumbi tem calçada e casas. A área que mostra na foto é o clube, e portanto, não dá pra usar. Derrubar as casas todas não depende do SPFC, logo, não há garantias.
Veja:
Morumbi
Maracanã
Fonte Nova
Fica bem claro o problema do espaço. O Morumbi termina na calçada, a metros do estádio. Os demais tem uma área bem maior em volta, que prometem reformar e deixar para circulação do torcedor na Copa.
Mas, além disso, existe a cobrança interna.
O clube está rachado. A oposição está rachada. E isso é tema para outro post.
Sobre o Morumbi, enviaram a seguinte carta ao presidente Juvenal Juvencio, ainda sem resposta.
EXMO. SR. PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DO
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
Os Conselheiros que este subscrevem, nos termos do disposto no Estatuto e no Regimento Interno, vêm, mui respeitosamente, REQUERER informações sobre as questões abaixo expostas, alusivas à perspectiva de reformas a serem procedidas em nosso Estádio Cícero Pompeu de Toledo, objetivando sediar jogos da Copa do Mundo no ano de 2014 :
1) Em notícia publicada no site do Clube, www.spfc.net/news, na edição do dia 10 deste mês, sob o título: “Morumbi é candidato a abertura da Copa”, foram, em síntese, prestadas seguintes informações:
“O São Paulo considerou um sucesso a apresentação do novo projeto do Morumbi à Fifa nesta terça feira em Zurique. Segundo o Diretor de marqueting do Clube, Adalberto Baptista, o estádio passou de reprovado a apto, até para a fase de mata-mata da Copa do Mundo de 2014. O estádio não só está habilitado para a abertura da Copa de 2014, como se tornou candidato a uma das semifinais, disse o dirigente.”
2) No dia seguinte, 11/02, o mesmo site, sob o título “Feliz por avanço do Morumbi, Juvenal ironiza Brasília, BH e até o Rio”, destacou. “Satisfeita, a entidade (FIFA) sinalizou que o local pode receber uma das semifinais da Copa do Mundo de 2014 e, automaticamente, deu força ao clube na intenção de receber a abertura do evento. Pior para Brasília e Belo Horizonte, que foram ironizadas pelo presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio:- Nós estamos caminhando fortemente nesse processo. Todos os comentários, até agora, fizeram parte de um lobby. Brasília queria construir um estádio para 70 mil pessoas, quando a média de público lá é de 5 mil. Mas agora, na situação em que está, o Arruda, colocou água em seu projeto, ironizou o mandatário sãopaulino. . . . . .Recentemente, eu estive em, Belo Horizonte e. quando fui comer no hotel, reparei que o cardápio dizia ser o único cinco estrelas da cidade. Como que uma cidade que pretende receber a abertura da Copa do Mundo tem apenas um hotel de 5 estrelas, acrescentou o presidente tricolor . E, mais adiante ainda afirma: “O prazo para o início das obras nos estádios brasileiros da Copa do Mundo é 1º de março. No caso do Morumbi, o São Paulo já começou a fazer algumas ações. Mas nada grande ainda. Segundo o presidente, o cronograma será cumprido.”
3) Tal noticiário foi amplamente difundido e comentado pela mídia, merecendo regozijos e satisfações de sãopaulinos, mas também desconfianças de que se tornara mais difícil o Morumbi sediar o jogo de abertura, pois a Fifa teria se referido apenas a uma das semifinais.
4) Na última 6ª Feira, dia 19, o mesmo site, sob o título: “Fifa, de novo, critica a utilização do Morumbi na Copa do Mundo de 2014”, foi reproduzida entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, do secretário geral Jérôme Valcke, em que afirma: “O campo do São Paulo não tem condições de abrigar um jogo de semifinais do mundial e muito menos receber a abertura do torneio. . . .Não há como ter abertura lá e nem semifinal. . . .Ou há o compromisso de por dinheiro em um projeto ou a maior cidade do Brasil não terá jogos grandes. Se for investimento público ou privado, não cabe à Fifa decidir.” E mais adiante, concluiu: “O Secretário avisou que uma posição final deverá ser tomada até o início de 2012. O São Paulo tem dois anos para se adequar e, ai sim, convencer a Fifa”.
5) Preocupam-nos os fatos seqüentes e constantes que demonstram crescentes incompatibilidades de clubes de São Paulo, como Corinthians, Palmeiras e Santos, assim como as entidades FPF, a CBF e a própria FIFA, através de conhecidas manifestações de seus dirigentes, que vêm criticando nosso São Paulo Futebol Clube e mostrando-se contrariados por atitudes tidas como personalistas, irônicas, arrogantes e depreciativas, o que acaba de se repetir com relação às cidades que também pretendem sediar a abertura da Copa de 2014. Fatos dessa natureza, evidentemente, só podem dificultar nossas justas pretensões de atrair aliados na busca de a cidade de São Paulo sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014, no Morumbi.
6) Até por que não há de se pensar em evento dessa grandeza fora de São Paulo, na medida em que parece já ter sido decidido pela FIFA que o encerramento da Copa ocorrerá no Maracanã, mesmo sem a exigência de, sequer, terem aprovado oficialmente seu projeto de reforma do estádio, com exigências equivalentes às feitas ao Morumbi.
7) Por sua destacada e incomparável importância empresarial, econômica, social, política e desportiva no cenário nacional e internacional, a abertura da Copa não pode ser cogitada fora da cidade de São Paulo e o único estádio condigno é o Morumbi. O próprio equacionamento empresarial e econômico desse evento, talvez o espetáculo de maior movimentação financeira do mundo, não poderia buscar outro local. Daí não devamos permitir que se agravem eventuais incompatibilidades ou que fatos menores, ou atitudes mal posicionadas, criem dificuldades para essa solução absolutamente natural, ou seja, o Morumbi sediar a abertura desse incomparável acontecimento.
8) Face ao exposto, os Conselheiros abaixo assinados vêm requerer as seguintes informações à Presidência da Diretoria do Clube, a serem prestadas na forma estatutária, perante o E.Conselho Deliberativo
a) Qual a versão final, com memoriais explicativos, que o SPFC apresentou à FIFA, para adequação do Estádio do Morumbi às exigências da entidade, objetivando sua qualificação para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014?
b) Qual a estimativa de custos para a realização e conclusão das obras previstas, com respectivo cronograma físico financeiro?
c) Quais as etapas já cumpridas e a cumprir da apresentação desse projeto à FIFA e quais pronunciamentos oficiais da FIFA já havidos nesse processo, a par dos divulgados pelo site do Clube?
d) Quais obras e serviços já foram recentemente realizados no Morumbi em função de tais adequações? Qual o montante de recursos envolvidos, já realizados ou comprometidos?
e) Qual será o critério para a contratação das obras? Serão por etapas? Há processo licitatório?
f) Dentro das previsões de custos para esse fim, com quais recursos e suas fontes o Clube pretende contar para a consecução das obras e instalações?
g) Há no projeto previsão de extinção ou deslocamento de cadeiras cativas?
h) Se não houver prévia confirmação da FIFA de que, desde que cumpridas as exigências, a abertura da Copa do Mundo de 2014 será no Morumbi, o Clube pretende realizar o enorme investimento de recursos sem tais garantias?
i) A CBF mantém contatos oficiais com o Clube sobre essas exigências e compromisso de realização da abertura do evento no Morumbi. Em caso positivo, quais?
j) Qual a previsão de submeter à aprovação do Conselho Deliberativo os atos previstos nos artigos 50, inciso “j” e 86, parágrafo 2º do Estatuto Social, relativamente a esses fatos?
Termos em que, pede deferimento
São Paulo, 22 de fevereiro de 2010
Enfim, a encrenca é por ai.
De um lado a FIFA não aprova o Morumbi para grandes jogos. De outro, a diretoria diz que garante o estádio na semi e na abertura.
A oposição cobra. A situação não responde algumas destas dúvidas, como por exemplo a das cativas, que muito interessa a milhares.
E assim vai. Até que alguém resolva falar a verdade, coisa que duvidamos por conhecermos o futebol…
abs,
RicaPerrone
Eu sou a lenda!
Posted by: | Comments
Obina consegue, de novo, ser o centro das atenções. E assim vem sendo há muitos anos, mesmo que poucos notem, pela falta de sequencia até. Obina some, Obina volta. Obina erra, Obina resolve.
Obina é o típico jogador “lendário” do futebol. Um Viola, um Tulio, um Dadá. Um daqueles que não é craque, que nem sequer pode ir pra seleção. Mas que, amanhã, talvez você esqueça de muitos ao citar para os filhos o que viu. Mas dele, não esquecerá.
Porque este sujeito nasceu com um carisma impressionante. Um poder sobrenatural de aparecer em momentos que não esperam que ele apareça e que, portanto, surpreende. E ao surpreender, encanta.
Causa expectativa, e em seguida, não mantém o brilho.
Vira piada. Vai ao fundo do poço, volta desacreditado. E quando todos esquecem, ele volta e vira, de novo, o centro das atenções.
Vai na TV e pede o hino do Galo no Fantástico. Média? Marketing? Foda-se, é disso que o futebol vive.
Fantástico. Virando ídolo de uma enorme e apaixonada torcida. A mesma de Dadá, talvez não por coincidência.
O sujeito é tido como “grosso” por diversos entendidos. Grosso titular do Flamengo, do Palmeiras e do Atlético MG. Dificil ser tão grosso assim.
Gols de titulos, jogadas bizonhas e jogadas geniais. Tudo misturado.
Obina, o cara!
Muito, mas muito melhor que o Etoo.
É disso que o futebol precisa. História pra contar.
E esse aí dá uma bela história.
Torço por ele.
abs,
RicaPerrone










