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Matéria sobre a Mocidade
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A Globo fez uma matéria com a velha guarda contando a história da minha querida Mocidade. De onde vem o nome, a estrela e outras particularidades da estrela de Padre Miguel.
Vale a pena ver. Goste de samba ou não. Aliás, se não gosta, azar seu. rs
Sou Mocidade, sou Padre Miguel!!!
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Enfim, um sambão!!! Minha Mocidade querida escolheu seu samba para 2010 e acertou em cheio! Tem estrela, tem o nome da escola, tem o nome da comunidade e vai ter titulo!!!! Adorei, já decorei, torci muito e não aguento mais esperar o dia do desfile!
VAI MOCIDADE!!! Ouve o samba aí, povo! E viva a verde e branco de padre miguel!
Compositores: J. Giovanni, Zé Glória e Hugo Reis
Eu voltei
Meu Éden paraíso de verdade
Serpente chega pra lá
Hoje eu quero é sambar com a Mocidade
O mal que você me causou
Pra que me infernizar
Chega de guerra e miséria
Sem trégua, nem légua
A idade média vai me coroar
Você sabe de onde eu venho
Pra onde eu vou, o que eu quero conquistar
Que o navegante cobiçou
E o índio me levou ao Eldorado de além-mar
Tudo o que eu puder sonhar
Vou realizar agora e sempre
E se tentar me taxar
Mando depositar em outro continente
Do Éden ao paraíso da loucura
Ninguém sabe quanto é o que se procura
Hoje o povo quer felicidade
No paraíso da igualdade e liberdade
Estrela faz o meu sonho mais real
Sacode a Sapucaí
É carnaval
Meu coração vai disparar, sair pela boca
Não dá pra segurar, paixão muito louca
Luz independente me leva pro céu
Sou Mocidade sou Padre Miguel
Te amo, Mocidade!!!
abs,
RicaPerrone
Sinopse de Padre Miguel
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Enredo: “Do paraíso de Deus ao paraíso da loucura, cada um sabe o que procura”.
O Paraíso é a imagem primeira.
Uma imagem da fartura e da felicidade; um sagrado jardim onde Deus semeou a fecundidade numa divina evocação da vida; um abençoado recanto sem doenças, sem inverno e sem envelhecimento, transmitindo uma mensagem simbólica e alegórica de paz e harmonia.
A nostalgia deste estado de graça, arrancado em conseqüência de uma grave desobediência às leis do Criador, faz despertar no homem, desde tempos imemoriais, o desejo de encontrar o Paraíso perdido.
Na Idade Média, alimentada por uma cruel realidade de fomes, epidemias e guerras devastadoras, essa nostalgia fez do Paraíso a própria antítese daquela realidade decadente e sombria; um “novo” começo onde a pobreza e a fome acabariam diante de uma terra “sem males”.
Enquanto profetas e visionários desejavam “ver” o paraíso, cavaleiros e aventureiros se juntavam em fantásticas caravanas e partiam por terra em busca da “Fonte da Juventude Eterna e da Árvore da Vida”.
Porém, novos ventos sopravam em direção ao “Velho Continente”. O pavor que o “inferno” e a crença na proximidade do “Fim dos tempos” provocavam ia ficando para trás diante de uma Europa entusiasmada com os renovados horizontes renascentistas.
Os oceanos já não causavam tanto temor e, navegando rumo ao Oriente, poder-se-ia chegar às Índias, com seus mistérios e magia. Ainda, quem sabe, desembarcar nas fabulosas terras de Ofir, guardiãs das Minas do Rei Salomão, ou até mesmo encontrar o suntuoso Reino Africano de Preste João e, assim, localizar os “Portais do Paraíso”.
Foi navegando em direção às Índias que, em 1500, treze naus portuguesas “esbarraram” no Brasil.
Nas areias da praia, o nativo dançava em alegre ritual. Guiados pelos Xamãs, os donos da terra migraram do interior para o litoral em busca de “Yvy Mara Ey”, a “Terra dos Sem Males”, o paraíso Tupi-guarani, e que, na visão dos pajés, estaria do outro lado da imensidão das águas.
Em sua pureza e ingenuidade, o índio viu naquela gente que saía do mar verdadeiros Deuses que, finalmente, o conduziriam aos “Jardins Purificados”.
Já os navegadores, deslumbrados com a nudez e a aparente inocência dos nativos, viram neles a própria imagem do homem antes de ser expulso do Paraíso, materializando na América a visão renascentista do Éden terrestre.
Afinal, as sugestões edênicas estavam por toda parte e faziam uma mágica ligação entre o “Velho” e o “Novo” Mundo. Dessa maneira, o maracujá se transforma em pomo edênico, assim como as bananas cortadas exibiam aquele sinal à maneira de crucifixo por elas manifesto.
A Fênix é o Guainumbi ou Guaraciaba; outros acreditavam mesmo tê-la visto na figura do beija-flor, enquanto os papagaios, para muitos, eram, na verdade, anjos castigados que ganharam a forma de pássaros.
Mas os boatos sobre cidades bordadas de ouro e pedras preciosas, as notícias de montanhas resplandecentes e lagoas douradas, comuns entre os indígenas, rapidamente levaram o invasor europeu a embrenhar-se pelos sertões desconhecidos, maculando o “Paraíso Brasil”.
E, assim, os índios dançaram e o Brasil sambou!
O que de bom encontrava-se aqui foi parar na Europa. Animais, plantas e até mesmo “exemplares” do nosso “bom selvagem” foram “exportados”, causando enorme rebuliço do outro lado do Atlântico.
Enquanto, do lado de cá, o povo sofria com a “Derrama” – um verdadeiro “Quinto” dos infernos – no lado de lá, as farras das Cortes de Portugal e Inglaterra eram bancadas com o ouro do Brasil. O jeito era rezar uma novena para o “santo do pau oco”!
O tempo passou, mas continuamos cortando o pau, matando os bichos, vendendo as plantas, envenenando as águas, queimando os índios e mandando pra longe nossas riquezas!
Calculistas e mercenários, criamos o nosso próprio Paraíso terrestre e batizamos com o nome de “Paraíso Fiscal”. Ali, abençoados pela generosidade financeira, protegemos nossas “verdinhas” em “espécie”. Mas não se enganem pensando que se trata da flora tropical bem preservada. Neste caso, nos referimos às cédulas de dólar depositadas em contas pra lá de suspeitas.
Já os exemplares da nossa fauna contrabandeada desde sempre, agora, são enviados do “Paraíso Brasil” diretamente ao “Paraíso Fiscal”, sem taxação, estampadas nas notas do nosso Real.
No fundo, queremos mesmo é preservar as “araras” que valem “dez reais”. Defendemos, bravamente, os “micos-leões-dourados” que estão cotados a “vinte”. Brigamos como loucos pelas “onças pintadas”, ou seria por “cinquenta reais”? Tira a mão que ninguém vai “pescar” minha “garoupa” de cem reais, não! Ora, quem sabe se numa sombrinha agradável lá nas Ilhas Caymãs elas não se reproduzam rapidamente?
Diante desse “Capitalismo selvagem”, para se alcançar o Paraíso basta colocar a grana na cestinha diante do altar. Um carrão novinho também dá direito a chegar lá. E o que falar da ida ao shopping com dinheiro pra gastar? E se faltar din din, há cartões de crédito, cheque especial e crediário, todas as facilidades do mundo no “Paraíso do Consumo”!
Mas nós somos a Mocidade e, independentes, podemos ir a qualquer lugar.
Vamos fazer a nossa parte! Querer é poder, e o amor constrói. É possível descobrir o nosso próprio paraíso, afinal, ele está perto de nós, dentro de nós mesmos, em nosso interior.
Vamos jogar fora as amarguras do dia a dia e nos vestir com a fantasia que sempre sonhamos: milionário ou plebeu, rainha ou camelô, desempregado ou doutor, um nobre ou apenas um sonhador.
Afinal, hoje é carnaval, e se você sabe o que procura, tudo é possível no “Paraíso da Loucura”!
Está esperando o que pra ser feliz?
Quero ser a pioneira…
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1985. A Mocidade fazia um carnaval nas estrelas, um ziriguidum prevendo o ano 2001. A pioneira em paradinha, a bateria nota 10, a que lançou rainha de bateria inovava mais uma vez. Era a minha Mocidade ganhando seu primeiro titulo, com um samba épico, lindo e empolgante!
Isso é Mocidade!!!
Desse mundo louco
De tudo um pouco
Eu vou levar pra 2001
Avançar no tempo
E nas estrela fazer meu Ziriguidum
(meu Ziriguidum)
Nos meus devaneios
Quero viajar
Sou a Mocidade
Sou Independente
Vou a qualquer lugar (bis)
Vou à Lua, vou ao Sol
Vai a nave ao som do samba
Caminhando pelo tempo
Em busca de outros bambas (bis)
Quero ver no céu minha estrela brilhar
Escrever meus versos à luz do luar
Vou fazer todo o universo sambar!
Até os astros irradiam mais fulgor
A própria vida de alegria se enfeitou
Está em festa o espaço sideral
Vibra o universo hoje é carnaval
Quero ser a pioneira
A erguer minha bandeira
E plantar minha raiz (bis)
abs,
RicaPerrone de Padre Miguel
Rola bola, bola rola
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Hoje, 19h, começa uma maratona de 25h de futebol. Decisões, jogos importantes, times grandes e só jogaço! No contexto, um sambinha enredo da minha querida Mocidade de Padre Miguel, que fala sobre o jogo e usa uma frase que pode determinar vencedores nesta rodada.
“É um jogo de prazer sem medo de perder o gosto de arriscar”. 1993, Padre Miguel arrebentava na avenida. Hoje é dia! Vai Palmeiras, Vai Gremio! E que o Pacaembu seja palco de um jogo épico.
Segue a letra, segue o samba!
Vai começar
a Mocidade acende a chama da emoção
lembrando a Grécia onde o jogo se tronou
uma forma de competição
iluminada palos deuses
a Mocidade vem jogar no carnaval
a sorte da estrela que nos guia
no pano verde dessa minha fantasia
Já joguei muito com a vida
já rodei muito peão (peão)
A sorte pode vir parar na minha mão
Vem me seduzir
com seu jogo de olhar
é um jogo de prazer
sem medo de perder
o gosto de arriscar
A vida é como um jogo de xadrez
desde o começo da humanidade
aqui, se nasce jogando
perdendo ou ganhando
Em busca da felicidade
Rola bola, bola rola
na vida sempre joguei
Se carambolar eu ganho
feridô marraio sou rei
abs,
RicaPerrone de Padre Miguel
Os enredos 2010
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2010 já começou. As escolas do Rio já tem seus enredos definidos para o carnaval. A Beija-Flor, evidentemente, já tem o maior patrocinador, pois falará de Brasília. O Salgueiro falará da história dos livros, um puta enredo, diga-se.
A minha Mocidade querida, que vai de mal a pior, manteve Wander Pires, perdeu todo o resto, e escolheu: “Viagens em busca do paraíso”. Típico enredo abstrato que pode ser tratado de mil formas. Não gosto.
Prefiro os enredos claros, pois facilita o jurado na nota e não abre chance de interpretação e nota baixa. Esse enredo, segundo o Cid, carnavalesco, trata da busca, através da mudança e da superação, do paraíso que existe em cada um de nós. Ou seja, trata de tudo.
Não gostei. Mas… vamo que vamo.
O Império Serrano, que caiu, falará do escritor João do Rio.
A Grande Rio, minha segunda escola, segue sua veia comercial e global. Falará dos 20 anos do camarote da Brahma na Sapucaí… Eu hein!? Será que vão tocar tecno no desfile, igual o camarote faz la dentro? rs
A Imperatriz fala sobre religiosidade, um puta enredo. Dá pra fazer muita coisa, o duro é não desagradar alguem numa fantasia ou carro mais ousado. Porém, “Ousado” e “Imperatriz” não são palavras que se relacionam. rs
A Ilha fala da Espanha.
A Porto da Pedra falará de moda. Com o enredo:”Com que roupa eu vou? Pro samba que você me convidou”.
Eu quero é ver a Beija-Flor meter Oya, Oxala, Iemanja, Oxulum, Xum xum e o caralho a quatro num samba sobre Brasilia! Isso sim! hahahaha
E assim vai.
Tõ gostando dos enredos até agora. Algumas ainda faltam definir, outras já definiram mas eu tô com pressa. Falo mais durante semana. rs
abs,
RicaPerrone
Vips de Padre Miguel!
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Bateria da Mocidade, Wander Pires e Fernandinha Abreu cantando o samba de exaltação da escola…
Ai eu num guento!!!
Salve a Mocidade, salve a Mocidade!!!
E a Maria Rita cantando na quadra?
abs,
RicaPerrone
O filho da lenda
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“O mestre André sempre dizia… ninguem segura a nossa bateria. Padre Miguel é a capital da escola de samba que bate melhor no carnaval”
Assim diz o samba de exaltação da minha querida Mocidade de Padre Miguel.
Mestre André, pra quem não sabe, foi o mestre de bateria que inventou a paradinha no carnaval carioca. Seu filho, Andrezinho, é do Grupo Molejo.
Nesta semana o péssimo presidente Viana anunciou a chegada do ótimo Mestre Odilon, que vem da Grande Rio, comandar a bateria da escola. Com ele, Andrezinho, que jamais saiu de lá, mas que também não tinha tido ainda um cargo tão relevante.
A Mocidade foi, por culpa do pai dele, uma bateria que levava uma escola. Hoje é uma escola que leva uma bateria.
E quem sabe, com o filho da lenda, se torne uma escola com uma baita bateria novamente.
Salve a Mocidade! Boa sorte pros dois!
abs,
RicaPerrone





