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Carol, Carol, Carol…

O sonho, a angustia, a conquista. Ao final, o abraço sem protocolo de Carol no seu pai, Renato, onde se consagra pela segunda vez como ídolo de uma nação.  Pai e filha comemoram juntos no gramado e nota-se imediatamente que “A Carol não poderia estar ali”.

Não poderia. Mas deveria, e estava.

A discussão no pós jogo sobre uma possível punição ao clube, contestações sobre o comportamento do Renato e da Carol são absolutamente sintomáticos com o futebol que vivemos.

Ora, meus caros amigos, vocês lá sabem o que é ser Portaluppi nessa hora? O que é pra um gremista voltar a uma final do seu torneio favorito sob a batuta do seu ídolo maior? E o quanto essa menina ouviu críticas e agressões estúpidas a seu pai durante toda a vida?

Que mal ao futebol faz o abraço de pai e filha ao final de um momento épico do futebol brasileiro? Renato e Carol eternizaram um final de jogos, seus patrocinadores e tudo que envolvia o jogo. O abraço de Carol é tão importante ao futebol quanto o jogador que pula na torcida quando faz um gol e toma amarelo.

Vocês que cuidam do futebol são doentes. E quem cobra dessas pessoas a tal “justiça” por regulamentos e detalhes idiotas que estão ali para ser regra e não para impedir a excessão, são pessoas que não merecem o futebol.  Ou, pior, que sequer conseguem entende-lo.

Carolina Portaluppi tinha naquele momento uma procuração de milhões de gremistas para fazer o que todos eles queriam fazer aos 50 minutos do segundo tempo daquela partida: abraçar o Renato.

Não punam o Grêmio. Façam a este momento uma placa. E só.

abs,
RicaPerrone

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